Na Inglaterra, o britânico Charles Bloch, de 22 anos, usou o aplicativo Uber para chamar um táxi que o deveria levar para um parque, junto com Carlo, o seu labrador de dois anos de idade. Quando Charles entrou em contato com o motorista para avisá-lo de que ele estaria junto com o seu cão-guia, o motorista se recusou a fazer a corrida e alegou que a decisão foi por conta do cão ser um "animal impuro" e que poderia "tentar o lamber".

Charles, que é cego desde o nascimento, disse ao motorista que o que ele estava fazendo era ilegal e que ele não podia recusar os seus serviços de transporte para um passageiro cego com um cão-guia.

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O motorista se irritou e respondeu: "Você está me ameaçando?", e desligou o telefone.

Religião diz que animais são impuros

"Ele não disse exatamente qual é a religião dele, mas disse que segundo as suas crenças, os #Cães eram animais impuros," disse Charles, que estuda em uma famosa universidade do Reino Unido. "Ele me perguntou se o meu cachorro iria lambê-lo, porque os cães-guia devem estar sentados no banco do passageiro, o banco da frente. Foi uma coisa muito estranha de se dizer. Foi muito intimidante. Foi a primeira vez que eu usei o Uber, mas esta experiência me fez deixar de usá-lo pelo resto da vida", completou.

Uber pede desculpas

Um porta-voz do Uber enviou as "sinceras desculpas" da empresa para Charles. "Não é aceitável que se recusem cães-guia", disse ele. "Enquanto os motoristas que usam o nosso aplicativo são trabalhadores independentes, antes que eles comecem a dirigir nós os lembramos de suas obrigações legais de levar #Animais de serviços".

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O porta-voz da empresa acrescenta: "Um motorista parceiro do Uber que não aceita animais de serviço, não só corre o risco de ter sua parceria com o Uber revogada, mas também corre o risco de ter sua licença de aluguel privado retirada."

Outros casos envolvendo o Uber

Na semana passada, a deficiente visual Jade Sharpe, residente em Roehampton, em Londres, levou o Uber ao tribunal pela quinta vez por conta deles se recusarem a levá-la junto com Brodie, o seu cão-guia. Ela alegou que os motoristas do Uber tinham se recusado a levá-los nove vezes desde março do ano passado. Seu depoimento levou à condenação de quatro dos motoristas da empresa por violação de leis de igualdade. #Legislação