Enfim, mais uma novela na diplomacia internacional chega ao fim com o 1º envio, nos próximos dias, por parte da Rússia ao Irã, de uma carga valiosa composta de mísseis antiaéreos S-300, pelo menos foi o que confirmou, oficialmente no dia 05/04, Zamir Kabulov, atual representante especial russo do presidente Vladimir Pútin para assuntos referentes ao Afeganistão. 

Com a paralisação dos #Negócios entre Moscou e Teerã, desde o ano de 2010, atingindo inclusive o segmento da venda de armas e material bélico em geral, pois, na ocasião, o outrora presidente e hoje 1º ministro da Rússia, Dmítri Medvedev, suspendeu em caráter irrevogável a concessão de armas avançadas para o Irã. 

Obviamente a atitude de Medvedev foi influenciada, mesmo que a contragosto, depois que o Conselho de Segurança da ONU resolveu adotar sanções contra a República Popular do Irã.

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Lá no ano de 2007, os dois países em questão tinham firmado um acordo que previa a entrega de, no total, 5 conjuntos de sistemas de defesa antiaérea S-300PMU1 ou, simplesmente, baterias antiaéreas de médio alcance. 

Entretanto, o negócio foi desfeito com a devolução ao Irã do pagamento antecipado que esse tinha feito aos negociadores de armas da Rússia. Além do pagamento devolvido, todo o sistema inteligente dos mísseis S-300PMU1 foi desmontado, na medida em que a venda em si deixou de existir. A resposta do governo do Irã foi automática, processando a agência federal de exportação de armas em geral da Rússia, Rosoboronexport, nas cortes internacionais em, aproximadamente, US$ 4 bilhões. 

No ano passado, mais especificamente no mês de abril, não dando a mínima atenção às críticas feitas pelo estado judeu e também pela União Europeia, que tradicionalmente defende uma postura mais ocidentalizada dos seus países membros, Vladimir Pútin revogou, por meio de decreto, a decisão anterior de Medvedev. 

O resumo desses anos de negociações, embargos e ações internacionais, aconteceu em meados de março de 2016, quando Dmítri Rogózin, vice-premiê da Rússia, ratificou que a continuidade do contrato anteriormente firmado entre o Irã e a Rússia para a venda dos S-300, teria de acontecer de acordo com o previsto anteriormente.

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Vale ressaltar de que Rogózin revelou que o “novo” acordo adicionou uma cláusula em que o Irã desistiria da ação de U$ 4 bilhões em algum momento da entrega das armas pelos russos. #Guerra Civil #Vladimir Putin