O vazamento de 11 milhões de arquivos de dados financeiros tem mostrado como líderes mundiais, figuras políticas, celebridades e estrelas do esporte estão escondendo suas riquezas utilizando contas ‘offshore’ (em paraíso fiscal). Hoje, o Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos - uma rede global de jornalistas que teve um recorde histórico na publicação de documentos secretos LuxLeaks em 2014 e Swiss Leaks em 2015 - publicou detalhes de acordos financeiros, o chamado ‘Panama Papers’, expondo uma onda de atividades ilegais por líderes políticos pelo mundo para evitar o pagamento de impostos. Os registros vêm de uma firma de advocacia com sede no Panamá chamada Mossack Fonseca.

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A empresa é líder mundial na criação de empresas de fachada.

Entre os citados está o ator Jackie Chan, que tem pelo menos seis empresas de fachada executados pela firma, chefões do tráfico e a estrela do futebol Lionel Messi. Não há evidência, no entanto, que Chan utilizou suas empresas para fins ilícitos, pois ter uma empresa offshore não é #Crime, dependendo do seu uso.

O Panama Papers, sendo considerado por especialistas como “um dos maiores vazamentos pertinentes à #Corrupção global de toda a história do jornalismo de dados”, contém atividades patrocinadas por líderes mundiais e suas famílias, incluindo o Presidente da Argentina, Mauricio Macri, o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, primeiro-ministro da Islândia, Sigmundur Davíð Gunnlaugsson e do Presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko.

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Estes arquivos também expõem empresas offshore controladas pelos primeiros-ministros do Paquistão, do rei da Arábia Saudita e os filhos do presidente do Azerbaijão. O vazamento inclui pelo menos 33 pessoas e empresas na lista negra do governo dos EUA por evidências de que estes realizavam negócios com criminosos da máfia mexicana, organizações terroristas como Hezbollah e Estado Islâmico. Os arquivos abrangem quase 40 anos, a partir de 1977 até o final de 2015, sendo que agora conseguiram chamar a atenção da mídia global, em uma perspectiva nunca antes vista em casos de empresas offshore.

Os vazamentos de documentos foram feitos pela ICIJ (Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos) e seus parceiros de mídia, levantando pesquisas e investigações oficiais em torno de dezenas de países.

Abaixo, está um vídeo produzido pela ICIJ explicando sobre o #PanamaPapers:

#Comunicação