O dono das viaturas e o seu sobrinho, o motorista da viatura que chocou de frente contra um caminhão e matou doze portugueses, foram oficialmente presos preventivamente até ao seu julgamento na região de Lyon, França. Assim como foi divulgado pelo jornal “Correio da Manhã”, para o juiz do caso ambos correspondem um risco eventual de influência direta de testemunhas, incluindo os seus familiares e até colegas de profissão, sendo que a medida preventiva mais grave faz todo o sentido para o responsável pelo caso que está abalando a comunidade imigrante portuguesa.

Depois de várias horas de interrogatório, o desfecho mais provável para o dono da empresa de transportes ilegais e o jovem motorista, que não tinha idade suficiente para dirigir um número tão elevado de pessoas, foi conhecido: prisão preventiva para os próximo meses, sendo que a sua defesa pode pedir recurso quando passar quatro meses desde que essa medida foi anunciada pelo juiz do caso.

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Como informa o jornal “Correio da Manhã”, apesar da alternativa da defesa ter sido avaliada pelo juiz, que incluía trabalhar na região de Paris e viver lá nos próximos meses, a verdade é que o perigo público de influência de testemunhas para o caso é alegadamente bastante significativo, sendo essa a principal razão para a decisão final do juiz, que também teria apontado que como a residência oficial de ambos não é França mas sim a Suíça, poderia haver um problema claro de deslocação para a região de Lyon sempre que fossem chamados para o julgamento.

Assim, e em uma altura em que a investigação do caso, que inclui reconstruir a viatura acidentada na sua totalidade, ainda não está concluída, as autoridades francesas pretendem entender como estava organizada a empresa ilegal do imigrante português e até que ponto o jovem português acabou sendo também uma vítima do negócio da sua família, que claramente colocava o lucro das viagens acima da segurança dos seus clientes em viagens muito longas que tinham uma duração aproximada de 20 horas, atravessando uma série de fronteiras até chegarem a Portugal ou então à Suíça.

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#Justiça #Investigação Criminal #Emigração