Ultimamente, com a discussão, por parte dos observadores internacionais, sobre a questão da Guerra Fria ter retornado à cena entre as nações em virtude do aumento dos conflitos bélicos pelo mundo afora, ficam os questionamentos de qual país está melhor preparado para uma destruição progressiva ou em massa: serão os EUA os mais poderosos ou o remanescente mor do império soviético, a Rússia?

Há alguns dias houve um “encontro” preocupante entre aviões SU-24 da Rússia e um destróier dos Estados Unidos, nas águas do mar Báltico. O que poderia ter acontecido se acontecesse um enfrentamento entre as 2 máquinas de guerra na ocasião? 

Independente das conjecturas, um fato notório também aconteceu no mundo da defesa nos últimos dias, ocasião em que pilotos militares da Rússia realizaram a proeza de participar do voo mais longo e sem nenhuma parada dos últimos 36 anos.

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O feito foi realizado com caças chamados de interceptores MiG-31, totalizando o período de 7h04min em que permaneceram ininterruptamente em voo. 

Da cidade de Krasnoiarsk até a região de Astrakhan, a distância é de aproximadamente 8.000 km, onde os caças MiG-31 tiveram que ser reabastecidos por 3 vezes em pleno voo de cruzeiro, o que exige extrema técnica e sangue frio, tanto dos pilotos dos caças interceptores quanto da equipe dos aviões de reabastecimento. 

Vladimir Surjik, que foi o capitão aviador nessa missão, explicou que os aviões Il-78, aeronaves próprias para conduzir o reabastecimento, ficaram a uma distância pequena de 10 metros dos caças, acoplando-se aos aviões de combate com o auxílio de um pequeno sensor, ou seja, tecnologia militar aérea de ponta

Os dois aeroportos militares das regiões de Krasnoiarsk e Astrakhan distam quase 4.000 km um do outro, mas o MiG-34 não prosseguiu em linha reta, antes, pelo contrário, logo após o 1º reabastecimento sobre o espaço aéreo de Perm, os militares desviaram-se levemente para Tcheliabinsk, localizada nos montes Urais para só depois retornarem a Perm, a fim de serem reabastecidos pela 2ª vez, esclareceu Vladimir Surjik. 

Toda essa adrenalina fez parte da série de exercícios da defesa aérea do Distrito Militar Central e ações comuns a aviação militar.

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A título de curiosidade vale destacar que os aviões supersônicos MiG-31BM, que são, de fato, uma versão moderna do MiG-31, são naves que possuem mecanismos que controlam radares e armas de ponta da Força Aérea Russa. 

Devido ao fato dos aviões MiG-31BM terem sofrido melhoras, que os permitem triplicar a boa performance da aeronave que os antecedeu, os militares e políticos da Rússia optaram pela modernização das máquinas voadoras, a saber, os 60 MiG-31 até o ano de 2020, sob a égide do programa de rearmamento militar russo. #Negócios #Acidente #Coalizão russa