Depois de vários dias de internamento para recuperar do choque inicial, o jovem motorista português foi interrogado por cerca de seis horas, quinta-feira passada, dia 31, quando respondeu com sinceridade às muitas questões das autoridades francesas. Tal como informa o jornal “Público”, o jovem, apesar da enorme dificuldade em se lembrar de vários pormenores do momento do acidente frontal, foi sincero com a polícia francesa e tentou ao máximo reconstruir toda a tragédia, antes e depois, que matou doze imigrantes portugueses na época da Páscoa.

“Ele respondeu com sinceridade aos interrogatórios, mas ainda não consegue explicar as circunstâncias do acidente.

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Há um buraco negro. Ele se lembra da batida e dos socorristas que o vieram acudir”, garantiu o seu advogado de defesa, que mais tarde tentou de tudo para que o seu cliente não ficasse em prisão preventiva até ao momento do julgamento, que provavelmente ainda demorará vários meses até ser iniciado.

Apesar da confissão e da reconstrução dos minutos fatais não ser totalmente conclusiva, tal como informa o jornal “Público”, a verdade é que as autoridades francesas, depois de também várias confissões de muitas testemunhas e colegas de profissão, garantem que essa tragédia apenas aconteceu por causa de uma ultrapassagem mal calculada do motorista mais inexperiente, das três viaturas que estavam realizando o mesmo tipo de transportes de pessoas ou então de mercadorias.

Agora, e tal como aconteceu com o dono das viaturas, o tio do jovem, o motorista de apenas dezanove anos vai passar os próximos quatro meses em prisão preventiva, enquanto o seu advogado de defesa, que não teve qualquer tipo de problemas em revelar vários pormenores chocantes da confissão do seu cliente, tenta ao máximo que o juiz do caso dê liberdade ao jovem para que ele possa lutar pela sua inocência na casa da vários familiares em Paris.

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Quanto ao seu tio, o dono da empresa ilegal pode enfrentar uma pena de até cinco anos de prisão por homicídio involuntário a doze imigrantes portugueses, que morreram no momento do impacto frontal contra um caminhão italiano. #Justiça #Investigação Criminal #Emigração