A batalha para decidir quem será o candidato do Partido Republicano à presidência dos Estados Unidos continua indefinida. O empresário Donald Trump segue à frente e o senador Ted Cruz permanece em segundo lugar no número de delegados conquistados nas primárias estaduais até agora, mas Trump ainda está longe de conseguir o número de delegados necessário para garantir a nomeação.

No acirrado embate, com ataques dos dois lados (Trump chama Cruz repetidamente de “Ted mentiroso”, enquanto Cruz já chamou Trump de “covarde”), o último capítulo foi o choque dos adversários quanto aos direitos de pessoas transexuais. Em anúncio de TV que foi ao ar no último sábado, a campanha de Cruz ataca Trump duramente por ter defendido que pessoas transexuais possam utilizar o banheiro que preferirem, seja masculino ou feminino.

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O anúncio, em tom sombrio, pergunta: “Um homem adulto, fingindo ser uma mulher, deve poder usar o banheiro feminino?” Dizendo que o acesso de mulheres transexuais ao banheiro feminino é “inapropriado”, a peça acusa Trump de não ser capaz de lutar contra os “politicamente corretos”, pois “ele é um deles”.

O ataque vem dois dias depois de Trump ter se pronunciado sobre o assunto. Em entrevista ao Today Show na última quinta-feira, o empresário foi perguntado sobre o que acha de uma lei aprovada recentemente na Carolina do Norte, conhecida como “lei do banheiro, que determina que as pessoas só possam usar o banheiro de acordo com o sexo que consta em sua certidão de nascimento.

Trump respondeu que a Carolina do Norte está “pagando um alto preço” por ter aprovado a lei, referindo-se aos boicotes de várias empresas que anunciaram o cancelamento de projetos no estado em protesto contra a lei.

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O empresário afirmou que o estado deveria ter mantido as coisas como estavam. Perguntado então se Caitlyn Jenner, a medalhista olímpica que se assumiu mulher transexual em 2015, poderia usar o banheiro que quisesse dentro da Trump Tower, ele respondeu: “isso está certo”. 

O debate sobre a “lei do banheiro” não se restringe à Carolina do Norte. Nos últimos meses, leis parecidas foram propostas em diversos estados, gerando intenso debate público sobre o assunto nos Estados Unidos. O presidente Obama manifestou sua oposição a leis do tipo.

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