A polícia italiana conseguiu prender terroristas pertencentes a uma célula da organização Estado Islâmico, e que pretendiam realizar um atentado dentro do Vaticano, sede da Igreja Católica, em Roma, tendo os peregrinos cristãos como alvo.

Segundo as informações disponibilizadas pelo site de notícias britânico Express, seis suspeitos compunham a célula terrorista –  quatro dos quais foram detidos pelas autoridades, e dois ainda são procurados.

Um dos presos é o atleta italiano de ascendência marroquina conhecido como Abderrahim Moutaharrik, de 28 anos, que durante suas lutas de kickboxing ostentava orgulhosamente símbolos do #Estado Islâmico.

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Sua esposa, Salma Bencharki, de 26 anos, também foi presa.

A polícia italiana informou que os terroristas estavam se comunicando via Whatsapp, e que conseguiu com sucesso interceptar trocas de informações entre Moutaharrik e líderes do Estado Islâmico localizados na Síria.

Papa como alvo

O promotor de Milão, Maurizio Romanelli, declarou que os ataques tinham como alvo, além dos cristãos que peregrinam até Roma, o próprio Para Francisco.  "A novidade é que não estamos falando de uma indicação genérica de um ataque, mas de uma pessoa específica que está sendo nomeada para agir em solo italiano. Roma atrai atenção porque é um destino para os peregrinos cristãos", afirmou Romanelli.

O Vaticano está recebendo atualmente um grande número de visitantes, pois o Papa Francisco declarou 2016 como um “Ano Santo”, algo que só acontece a cada 25 anos, o que se traduz em celebrações religiosas especiais e em um grande número de romarias até a sede do catolicismo.

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As autoridades suspeitam que o ataque que seria realizado por Moutaharrik não era iminente, pois o terrorista estaria planejando primeiramente levar seus dois filhos, que residem em Milão, para redutos radicais na Síria, e retornar à Itália para executar o atentado.

Além do casal, foram presos o marroquino Abderrahmane Khachia e uma mulher conhecida como Wafa Koraïchi. Adicionalmente, foram expedidos mandados de prisão para Mohamed Koraïchi e para sua esposa, a italiana Alice Brignoli, convertida ao Islã. #Terrorismo #Europa