O jovem condutor português, juntamente com o seu tio, o dono da empresa de transportes ilegais, têm vivido as últimas três semanas na prisão francesa e os dias têm sido tudo, menos fáceis. Em verdadeiro sofrimento e tortura, o jornal “Correio da Manhã”, garante que o advogado do jovem de 19 anos tem passado muito mal os dias na cadeia, tendo que ser regularmente acompanhado de perto. A personalidade frágil do jovem, bem como a sua responsabilidade parcial na morte de doze pessoas, incluindo familiares, tem perturbado muito o imigrante português.

Foram precisas poucas horas para as autoridades francesas rapidamente se entenderem que o acidente que matou doze portugueses foi motivado pela falta de segurança da viatura, que apenas tinha capacidade para transportar nove pessoas, bem como a inexperiência do seu condutor de apenas 19 anos, quando ele tinha de ter o mínimo de 21 para poder dirigir um número tão elevado de pessoas.

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Desde os primeiros dias após o acidente, o jovem e o seu tio foram rapidamente acusados de doze homicídios involuntários e presos preventivamente pelo Tribunal de Lyon, cidade onde aconteceu a tragédia. Desde aí, e depois de ter sido acompanhado durante dez dias em uma ala psiquiátrica, o jovem português tem passado uma verdadeira tortura na cadeia francesa, não fisicamente, mas sim psicologicamente onde o peso da culpa parece estar tirando a melhor do português.

“Ele tem uma personalidade frágil e na tragédia acabou perdendo um tio, uma tia e um primo. Vou apresentar ao juiz um pedido de autorização de visitas e o direito de poder falar com os pais”, garantiu o advogado do jovem português ao jornal “Correio da Manhã”, fazendo referência ao único pedido feito pelo jovem português em poder falar ou então estar um pouco com os seus pais.

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Na verdade, essa pode ser uma das poucas soluções para o jovem poder receber o apoio psicológico que necessita, visto que ele e o seu tio vão estar presos preventivamente nos próximos meses até que uma nova medida de caução seja aplicada pelo juiz de um caso que tem arrasado milhares de membros da comunidade portuguesa. #Justiça #Crime #Emigração