Há um ditado muito comum na língua portuguesa que é: “água e óleo não se misturam”, mas o mesmo não pode ser aplicado quando o assunto é a relação diplomática entre 2 países, #Israel e Turquia, que embora adotem posturas culturais e políticas muitas vezes antagônicas, também possuem alguns interesses em comum no que diz respeito a ganhos econômicos e aquisição de importância no cenário mundial.

Tanto é assim, que no último dia 08 de abril, o Ministério das Relações Exteriores da Turquia anunciou que os oficiais militares turcos e israelenses progrediram no objetivo de regularizar as relações entre as 2 nações. No mesmo dia, o ministério turco explicou através de um comunicado no seu site, um pouco mais sobre o encontro entre os negociadores turcos e israelenses na capital inglesa, Londres, para que assim, pudessem “finalizar o acordo e superar as divergências” entre Ancara e Tel Aviv. 

A Turquia enviou como dirigente de sua delegação, Feridun Sinirlioglu, que é o atual vice-ministro das Relações Exteriores da Turquia.

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Já Israel deixou a tarefa por conta de duas autoridades: Joseph Ciechanover, homem de confiança do 1.º ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e pelo general Jacob Nagel, que é o presidente do Conselho de Segurança Nacional de Israel. 

Quase no final do mês de março, Recep Tayyip Erdogan, presidente da Turquia, disse em uma reunião com grupos de pressão pró-israelenses nos EUA, que o país muçulmano encontra-se preparado para buscar a normalização das relações nas mais diferentes esferas com os Estado judeu.  Benjamin Netanyahu, por sua vez, manifestou intenções positivas com aquela que foi a 3.ª rodada de posicionamentos mútuos, visando à harmonia perdida entre Israel e Turquia. 

Os dois países banhados pelo mar Mediterrâneo tiveram as suas relações bilaterais degradadas após a interceptação por forças de defesa de Israel no ano de 2010, de 6 embarcações (um navio tinha a bandeira turca) que navegam rumo à Faixa de Gaza, tendo a bordo inúmeros ativistas e auxílio humanitário para a população palestina.

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O resultado mais funesto dessa interceptação militar é que 8 cidadãos turcos morreram nas mãos dos israelenses com a abordagem. 

De seu lado, a Turquia não hesitou na resposta, expulsando na ocasião o embaixador de Israel em Ancara e simultaneamente, trazendo de volta o embaixador turco em Israel. Ancara exigiu ainda que as autoridades israelenses pedissem desculpas formais pelo assassinato dos cidadãos turcos e remuneração para os familiares dos mortos. 

Por outro lado, observadores internacionais insinuam que os dois países de fato, apesar de serem de vertentes muito diferentes, têm um grande interesse em comum no momento, que é ver a Síria se despedaçando e que os seus territórios cresçam um pouco mais com esta apropriação da terra de terceiros. Outro ponto em comum entre turcos e israelenses, é de como eles interagem de modo impiedoso com grupos étnicos menos favorecidos em suas terras, tais como curdos e palestinos respectivamente. #Negócios #Conflito na Síria