Elliot Livingstone se aguentou como um guerreiro durante 14 meses. O menino passou mais de metade da sua vida agarrado às máquinas mas, finalmente, está regressando a casa. Foram meses de luta, enquanto aguardava por um transplante de coração, mas sua luta valeu a pena e sua nova vida está agora começando. "Ele ganhou uma segunda oportunidade na vida", contaram os pais, agora que estão levando o menino para casa. 

Tudo começou quando Elliot teve diagnosticado uma cardiomiopatia dilatada, uma doença do coração que impede o bombeamento adequado de sangue para o corpo. Entre as várias complicações que esta doença pode provocar, a mais grave é a morte súbita.

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Para evitar tudo isso, Elliot foi colocado em uma lista de espera para receber um novo coração. Mas enquanto aguardava, esteve sempre monitorado em uma máquina de suporte de vida, o chamado coração artificial. Foram 420 os dias de espera, até que fosse encontrado um coração para o pequeno Elliot. Nunca antes uma criança tinha esperado tanto tempo com um coração artificial, neste hospital inglês, de Great Ormond. 

Após meses de luta, Elliot foi finalmente operado em março deste ano. E pouco mais de um mês depois, foi finalmente levado para casa pelos seus pais, Candace e Adrian, que vivem o momento mais feliz e pelo qual tanto esperaram. "Estamos desfrutando de cada momento de cada dia", contou o pai do menino, ainda emocionado com o que está acontecendo.

O uso do coração artificial é uma técnica que vem sendo cada vez mais utilizada, enquanto as pessoas aguardam por um transplante.

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Mas, com mais reservas em crianças tão pequenas. Também no Brasil, esta nova técnica já foi implementada. Gustavo, de onze meses, foi o bebê mais pequeno a ser auxiliado com um coração artificial, que lhe foi colocado em 2015, enquanto aguardava por um coração. O problema do pequeno Gustavo é que seu coração não tinha força suficiente para bombear o sangue sozinho e com a ajuda desse artifício, o menino pode aguardar por sua vez, em uma lista prioritária de transplantes. 

Existem até alguns casos em que o paciente pode ir para casa e fazer uma vida quase normal, com esse coração artificial, até que o dador apareça e o transplante seja feito. #Europa #sistema de saúde