Uma veterinária de Taiwan, um país que não possui direitos #Animais como no Brasil (apesar de todas as negligências, ainda há direitos por aqui), foi obrigada a eutanasiar vários #Cães que chegavam ao abrigo público por não ter lugar para eles ficarem.

Mesmo com a dor de ser obrigada a sacrificá-los, pois as leis e cultura de seu país assim determinam, essa veterinária foi a um programa de TV contar o que acontece com os cães que não são adotados e fez um apelo para que as pessoas parassem de comprar cães e começassem a adotar os animais dos abrigos, evitando que eles sejam mortos.

O que era para ter um resultado positivo para essa profissional, tornou-se uma perseguição sem limites na internet.

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As pessoas xingavam e acusavam Jian Zhicheng de ser uma assassina. Diziam que ela que devia estar morta e que não valia nada.

A veterinária, que amava os animais e sofria por ser obrigada a seguir as regras de seu país, sacrificando cerca de 700 cães no período de dois anos, não suportou ser tão injustiçada e cometeu suicídio de uma maneira lenta e cruel.

Ela injetou em si mesma as ampolas de drogas usadas para sacrificar os cães e deixou um aviso antes de morrer, dizendo que estava tirando a própria vida da mesma forma que fazia com os animais, e que a vida humana não é diferente da vida de um cão. Jian só veio a óbito cinco dias após ter injetado os medicamentos, ficando sofrendo no hospital por todos esses dias.

O caso da veterinária mostra o quanto as palavras de alguém podem ter o peso de vida ou de morte.

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Quantas vezes ao entrar em uma página ou grupo de proteção animal não vemos uma pessoa que ao invés de ajudar ainda que só compartilhando, prefere comentar embaixo de pedidos de ajuda: ‘Essa pessoa que tirou essa foto é uma (palavrão), devia ter ajudado’ ou ‘Quem devia morrer é você que deixa o cachorro ficar com essa doença’.

As pessoas são más, mas nunca terão coragem de admitir. Sacrificar os cães é horrível, mas lembre-se: Em Taiwan as coisas são bem diferentes e lá é tão comum tratarem os animais como se não fossem importante e estranharem alguém que os protege, quanto no Brasil os bandidos são protegidos e as pessoas são sempre tratadas como culpadas pelos crimes de que são vítimas (você comprou um celular caro e chamou a atenção do bandido, a moça usou uma roupa sensual e é a culpada pelo estupro).

Que a história de Jian não sirva só para reclamar do quanto as regras desse país são malvadas, mas para analisarmos: ‘Será que não estamos prestes a matar alguém com nossas palavras?’ Nunca se sabe o que passou do outro lado, como aquela pessoa se sente ou o que de fato está acontecendo, por isso, tenha sempre um foco, ou estará sendo o projetil que atingirá alguém mortalmente.

Pense nisso e deixe o seu comentário sobre essa notícia. #Comportamento