Sobre a província de Missiones localizada ao nordeste da Argentina estão surgindo diversos casos onde os animais estão nascendo com inúmeras deformações. Para os produtores rurais da região, isso estaria ocorrendo devido ao uso excessivo de defensivos agrícolas em lavouras, um dos produtos mais utilizados é o glifosato - produto muito utilizado no combate a ervas daninhas. De acordo com informações registradas pelo jornal Mail Online, a Argentina é o maior consumidor do mundo desse tipo de defensivo.

Entre os inúmeros casos de deformações em animais, destaque para o nascimento da cabra de duas cabeças, outros casos envolvem um pinto com quatro patas e um suíno que possuía uma pele tão fina que de acordo com o suinocultor Ademaro Valadez Vasquez, que dava para perceber o sangue percorrendo suas veias.

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No início os moradores da região acreditavam que os casos eram frutos de espíritos maliciosos. Mas com o aumento no número de casos surgiu a dúvida sobre o a presença de substâncias químicas na água ou no solo. Os órgãos ambientais da região sugerem que as mutações são resultados do uso excessivo de defensivos agrícolas nas lavouras de soja e milho da região.

Na Europa, a União Europeia estuda uma forma para proibir a comercialização de algodão contaminado com glifosato, pois acredita-se que a grande maioria das lavouras é cultivado a base de substâncias nocivas, conhecidas por causarem deformações congênitas tanto em animais com em seres humanos. Na Argentina, mais de 12 milhões de pessoas vivem em regiões onde as culturas transgênicas são cultivadas e frequentemente pulverizadas com o glifosato.

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Mas de acordo com os ambientalistas da ONG Bios Argentina, até o momento não existem provas o suficiente para comprovar a teoria. Para a ambientalista Silvana Buja, o herbicida afeta o ecossistema causando consequências gravíssimas tanto para a saúde do homem quanto para saúde de animais e plantas.

Existem inúmeras evidências que comprovam as mudanças em áreas onde esses produtos são aplicados, nessas áreas foram registrados resíduos do glifosato tanto no ar como na água e inclusive nas pastagens que esses animais ingerem. Sendo assim são fortes os indícios que favorecem as modificações hormonais e genética dos animais'', conclui a ambientalista Silvana Buja. #Entretenimento #Curiosidades