Para a tristeza da esquerda da América Latina, um representante dos Estados Unidos rejeitou, pela primeira vez desde o começo do processo de impeachment de Dilma Rousseff, a hipótese de haver um golpe em andamento no Brasil.

Apesar do choque para a esquerda, a decisão americana não é tão nova assim, pois já faz um tempo que o país trata com cautela a situação política no Brasil, mas sempre deixa claro que estão sendo respeitadas normas democráticas para se realizar o #Impeachment.

Michael Fitzpatrick decidiu acabar com o discurso de golpe de Dilma e de seus aliados latinos no exterior. Atualmente tanto Dilma quanto Lula têm dado entrevistas para jornalistas e emissoras estrangeiras afirmando que o país é vítima de um golpe.

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A mais recente foi feita por Glen Greenwald, jornalista internacional que vive no Rio de Janeiro e que ajudou a revelar para o mundo os segredos entregues por Edward Snowden, o homem mais procurado pelos #EUA e que hoje possui asilo na Rússia.

Em contrapartida, o representante dos EUA afirmou que o país que vive com a democracia em risco atualmente não é o Brasil, mas sim a Venezuela. Fitzpatrick ainda salientou a divisão de poderes que há no Brasil e o respeito às normas jurídicas, de forma que em nada se pode comparar com a delicada situação vivida pela Venezuela.

A Argentina também se posicionou em apoio ao Brasil, declarando que confia nas instituições do país e na resolução legal dos atritos internos. Já o secretário geral da OEA (Organização dos Estados Americanos), declarou-se estar do lado de Dilma e questionou as bases jurídicas para o impeachment, que ele acredita ser um golpe, conforme mantra repetido pelo ex-governo do Brasil.

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Pulso firme

Após anos em que o governo brasileiro dava mais atenção as manifestações dos governos estrangeiros do que aos gritos do próprio povo, o Itamaraty, agora sob comando de José Serra, emitiu duas notas oficiais repudiando as manifestações da esquerda latina ao questionarem a legalidade do impeachment e acusar o atual governo de golpe.

O governo venezuelano ficou tão revoltado que acabou mandando chamar o seu embaixador que estava no Brasil de volta para a Venezuela. Não se sabe se o mesmo retornará. Quando um presidente chama seu embaixador de volta é um sinal que as relações políticas entre os países envolvidos andam fragilizada. #Dilma Rousseff