Após inúmeros relatos de atrocidades cometidas pelos extremistas contra populações específicas, e em especial contra mulheres e meninas, um grupo de mulheres resolveu se defender das incursões do Daesh. Uma das combatentes, Asema Dahir, tem 21 anos e afirmou em um posto militar ao norte de Mosul que os extremistas levaram oito de suas vizinhas e que os viu matando crianças indefesas.

As combatentes, maioria jovens, usam uniforme militar e são integrantes das forças curdas iraquianas, conhecidas na região por peshmerga. Com muito fervor e dedicação, têm combatido o #Estado Islâmico no norte do Iraque.

Depois dos inúmeros abusos cometidos pelos extremistas, também se formaram outras unidades femininas, as yazidis.

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Da mesma forma que as curdas do Iraque e da Síria, lutam por apenas uma coisa, vingança, querem vingar as vidas de suas companheiras que foram brutalmente estupradas e assassinadas pelo Daesh.

Asema expressou sua indignação e como ficou chocada com a tamanha brutalidade dos radicais, ainda afirmou que muitos deles eram vizinhos ou até amigos dela. Ainda afirmou que eles mataram o tio dela e levaram com eles a esposa de seu primo, que havia se casado apenas oito dias antes do ocorrido. Eles não sabem se ela está viva ou morta, mas ainda acreditam que ela, assim como outras mulheres yazidis, ainda se encontram em poder dos terroristas.

Na época dos combates pela cidade de Sinjar, Asema matou dois combatentes do EI, mas levou um tiro na perna. Outras combatentes relatam perdas ainda piores, como Haseba Nauzad, de 24 anos, a comandante da unidade, que perdeu seu marido que vivia com ela na Turquia, quando os extremistas avançaram no norte do Iraque e declararam o califado, que é composto inclusive por terras anteriormente curdas.

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A comandante ainda diz que viu suas irmãs sendo estupradas pelos terroristas e que não iria aceitar essa injustiça, e apesar do marido ter tentado uma forma de saírem da região por meio de traficantes de pessoas, ela quis ficar e lutar.

A comandante Haseba Nauzad termina dizendo que colocou sua vida pessoal de lado e foi defender as suas irmãs curdas contra esse inimigo bárbaro. #Terrorismo #Guerra Civil