Em 1982, durante a guerra civil que assolou o Líbano por 15 anos, nascia o Hezbollah, que em árabe quer dizer Partido de Deus. Seu surgimento se deu como uma reação contra Israel, que havia invadido o sul do Líbano para expulsar militantes palestinos que dali lançavam ataques a seu território.

Criado por xiitas radicais, o Hezbollah contou com ajuda ideológica, financeira e militar do Irã. O aiatolá Khomeini enviou 1500 homens da sua Guarda Revolucionária para dar treinamento. O movimento recebeu ajuda também da Síria que tinha interesse em recuperar as Colinas de Golã, tomadas por Israel na Guerra dos Sete Dias.

O Hezbollah teve início como uma pequena milícia armada, mas foi se fortalecendo no seio da sociedade libanesa com seus trabalhos de ação social, como escolas e hospitais.

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Hoje eles têm também uma rádio e um canal de TV via satélite.

Ingressaram oficialmente na política. Participaram efetivamente nos protestos de 2006-2008 contra Fuad Siniora, então primeiro-ministro. Passaram a ter direto a veto no Parlamento libanês, a partir do Acordo de Doha, e nas eleições de 2009 o Hezbollah obteve 11 das 128 cadeiras.

Ganharam status de heróis pela sua força fantástica em combater com sucesso as tropas dos invasores israelenses, chamados por eles de sionistas. Contudo, em países como EUA, Israel, Canadá, Holanda e Inglaterra, são tidos como terroristas.

Seu braço armado, conhecido como Jihad Islâmica, provocou vários atentados contra Israel, expandindo seus contatos pela Europa, África e Américas.

O ódio do Hezbollah contra Israel cresceu a partir de julho de 1993, com a ‘Operação Ajuste de Contas’, por parte dos israelenses.

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O resultado foi desastroso: 86 mortos, 480 feridos e 360 mil libaneses emigrando do Sul do Líbano para Beirute. Israel sofreu duras críticas da comunidade mundial por conta disso.

Em julho de 2006 aconteceu o maior confronto entre o exército de Israel e forças do Hezbollah. Em resposta ao sequestro de dois soldados israelenses, Israel bombardeou o Líbano por 34 dias, deixando muitos mortos, feridos e desabrigados.

Algumas ações do Hezbollah                 

  • Novembro de 1983 - Quartel do exército israelense, cidade de Tiro, Líbano - 60 mortos.
  • Outubro de 1983 – Ataque com caminhão-bomba contra um quartel da Marinha dos EUA - 241 mortos. Ataque com caminhão-bomba contra um quartel do exército francês em Beirute - 58 mortos.
  • Dezembro de 1983 - Embaixadas da França e EUA no Kuwait - 7 mortos.
  • Setembro de 1984 - Anexo da embaixada dos EUA em Beirute - 23 mortos.
  • Abril de 1993 - Embaixada dos EUA em Beirute - 63 mortos.

                Em 1985, o Hezbollah destacou o que seria seus principais objetivos: lealdade ao líder político e religioso do Irã, na época o aiatolá Khomeini; a criação de um regime islâmico no Líbano; a expulsão dos EUA, França e Israel do território libanês, e por fim a destruição do Estado judeu, que segundo eles havia sido criado roubando terras de seus donos.

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#Terrorismo #Ataque Terrorista #Oriente Médio

Sucessão dos líderes do Hezbollah

  •  Ragheb Harb, morto em 16 de fevereiro de 1984 por comandos israelenses.
  • Abdel Karim Obeid, capturado em 28 de Julho de 1989, liberado em janeiro de 2004, trocado por prisioneiros israelenses.
  • Subhi al-Tufayli, Secretário-geral do Hezbollah desde 1989 até 1991.
  • Abbas al Moussawi, eleito em assembleia em maio 1991. Morto em 16 de fevereiro de 1992.
  • Hasan Nasrallah assumiu 16 de fevereiro de 1992 até hoje. Provavelmente o mais carismático dos líderes do Hezbollah.