Maradona, o polêmico ex-jogador de futebol argentino que por muitos anos protagonizou piadas com o Brasil e com os brasileiros em geral quando o assunto é futebol resolveu surpreender muita gente. Maradona não aceita que Pelé foi o melhor do mundo em suas respectivas épocas, mas parece que o 'ex-craque' abre uma exceção quando o assunto é política.

Nesse sábado, 21, por volta das 13h (horário de Brasília), Diego Maradona usou a sua conta oficial no Facebook, que é seguida por mais de oito milhões de pessoas, para publicar uma foto segurando uma camiseta do Brasil com o nome de #Lula nas costas e sob a legenda "Un soldado de Lula y #Dilma Rousseff", marcando a ex-presidente do Brasil na publicação.

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A legenda foi escrita em três idiomas: espanhol, italiano e inglês, conforme costuma fazer em quase todas as suas publicações.

O ex-jogador de 55 anos não aprova muito a política de Macri, presidente da Argentina, que por sua vez, não reconhece o golpe no Brasil. Maurício Macri, que assumiu o lugar de Cristina Kirchner em 2015, é republicano e tenta consertar o país e restabelecer a economia argentina, que tem sido desvalorizada por conta de uma crise. Em março desse ano Diego chegou a surpreender os argentinos após fazer uma critica pública sobre o atual presidente durante sua participação em um programa de TV esportivo.

Seja de forma voluntária ou não, Maradona talvez tenha se 'oferecido' para ser soldado de dois ex-políticos que estão longe de serem coronéis ou capitães de algum batalhão (apesar do exército vermelho), por conta dos mesmos representarem a esquerda e repetirem incansavelmente o mantra de que o país vive um golpe criado por uma elite que detesta os pobres e supostas 'minorias.

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A publicação de Maradona possui elogios de esquerdistas e repúdio de direitistas, inclusive de alguns argentinos que não entenderam o 'patriotismo brasileiro' que surgiu no argentino. Até o momento dessa publicação, mais de quinze mil pessoas haviam comentado a foto de Maradona. Dilma Rousseff agradeceu o apoio do argentino.

Após o afastamento, Dilma chamou os militantes para irem às ruas e lutarem contra o #Impeachment e Lula declarou que 'a luta continuaria'. Desde então ambos têm dado entrevistas para jornalistas estrangeiros denunciando um suposto golpe, entretanto, o Supremo Tribunal Federal deu dez dias para que Dilma explique o motivo de estar espalhando que vive um golpe, sendo que a mesma sabe que isso não está acontecendo.