Em um momento que a sociedade brasileira se vê confrontada com incidentes e crimes de profunda relevância, como é o caso do estupro de mulheres e meninas em todo o território nacional, no México, pelo contrário, uma dessas tentativas de violência contra uma mulher acabou se voltando contra o seu próprio agressor sexual, revelando que as mulheres daquele país não querem mais se calar ou, simplesmente, estão reagindo contra o inapropriado assédio de cunho sexual. 

Acabou viralizando, nas redes sociais, um vídeo em que um homem coberto de sangue está sentado nas escadas da congestionada estação de metrô Pino Suarez, na Cidade do México, logo após ter sido espancado por uma mulher, a qual era, pelo menos no objetivo nefasto dele, mais uma vítima potencial do seu assédio. 

Konni Lusz, autora da surra, publicou na sua página do Facebook o que disse literalmente ao meliante: “você não tem o direito de encostar em mim e nem em nenhuma outra, lhe dei o que merecia, uma putiza [surra]”. 

A mexicana encontrava-se com uma amiga, na estação no centro da Cidade do México, quando, repentinamente, um homem, do nada, estendeu a mão para tocar na sua pélvis.

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A mulher não pensou duas vezes e disparou em uma corrida desenfreada atrás dele, até o momento em que outros passageiros do metrô tiveram êxito em segurá-lo. 

As imagens mostram o homem ferido pedindo desculpas, ao mesmo tempo em que fala com os policiais. Apesar do assédio sexual e o estupro serem crimes em qualquer país sério, o vídeo em questão acabou gerando a ambivalência de opiniões nas redes sociais, ou seja, determinados cidadãos elogiaram a surra dada, já outros replicaram, alegando que a violência machista não deve ser retribuída com outros comportamentos de violência.

 

Konni Lusz, entretanto, reiterou no seu Facebook, que não irá, em momento algum, pedir perdão pelo seu momento de fúria, indignação e raiva, uma vez que isso está acontecendo todo o tempo. 

Tanto é assim que a Cidade do México tem um dos transportes públicos mais perigosos de todas as cidades latino-americanas, no que se refere à condução das mulheres, onde 65% das habitantes dessa megalópole, afirmam já terem sido vítimas de alguma espécie de assédio ou ataque masculino nos transportes públicos, explica uma pesquisa feita.

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Por outro lado, somente 20% dos crimes são levados adiante, por meio de denúncias, em função da burocracia do processo que atrapalha as já abaladas vítimas. #Justiça #Crime #Comportamento