O encontro dos representantes dos países da América foi um tanto tensa nessa quarta-feira, 18. Tudo isso porque houve uma discussão calorosa envolvendo os países que apoiam #Michel Temer e os que seguem o mantra petista sobre o ‘golpe’.

EUA, Honduras, Venezuela e Bolívia chegaram à trocar acusações sobre quem é o responsável pela desestabilização política de todo o continente americano. Na ocasião, o embaixador dos Estados Unidos, Michael Fitzpatrick, rejeitou as acusações de golpe contra o Brasil e afirmou confiar nas instituições democráticas do país.

A tensão começou depois que representantes da Bolívia, Venezuela e Honduras interromperam um discurso favorável ao #Impeachment de Dilma Roussef feita por um representante do Paraguai.

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Os países contrários ao discurso alegaram que existe um golpe em andamento no Brasil.

O clima foi tenso, mas o saldo foi positivo para o governo Temer, já que conseguiu o apoio público dos EUA, Paraguai e Argentina.

Nova postura diplomática

Após o afastamento de Dilma Rousseff, no último dia 12 de maio, países com governos de esquerda e algumas organizações manifestaram apoio à petista, bem como usaram-se de notas oficiais ou das redes sociais para acusar Michel Temer de ser um golpista.

Em resposta, o Itamaraty emitiu duas notas na sexta-feira, 13, para deixar claro que todo o processo do impeachment está pautado pela lei brasileira, bem como possui respaldo do STF, caso contrário o próprio Supremo teria barrado a continuidade do processo.

Uma das notas também acusou os defensores internacionais de Dilma de propagarem inverdades sobre a situação política do Brasil.

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A postura brasileira foi elogiada até mesmo por quem era a favor da saída de Dilma, mas que não gostou muito da ideia de Michel ficar em seu lugar.

Mesmo com a insatisfação dos esquerdistas, é notório que está surgindo um novo país, que mostra sua soberania não aceitando interferências internacionais nos assuntos internos.

Agora é esperar para ver a postura de Temer frente ao MinC e ver se essa soberania permanece junto aos ‘artistas’ locais e supostamente prejudicados pela transformação do ministério da cultura em uma secretaria ou se vai mesmo ‘recriar’ o ministério após negociações das dívidas do setor. A resposta definitiva deve sair entre segunda e terça-feira. #Crise-de-governo