Não é mais novidade para ninguém, e principalmente para o mundo católico, que o papa Francisco, sul-americano de nascimento, mais especificamente argentino, tem provocado um verdadeiro rebuliço nos seus posicionamentos e declarações perante a sociedade como um todo. Na realidade, esse tipo de postura papal acaba provocando um reaquecimento da fé por parte de alguns, que estava um tanto passiva frente, por exemplo, ao avanço dos protestantes em países anteriormente que tinham o “monopólio” católico, assim como o Brasil.

Na segunda-feira (16), o papa clamou para que não só os padres, mas também os bispos pensem seriamente e tomem uma postura prática ativa de dispensar as riquezas e bens materiais como um todo, sobrecarregando-os da sua real missão espiritual, ou seja, o papa Francisco insta que a Igreja seja uma organização de estrutura "pobre para os pobres", no sentido financeiro.  

Francisco, quando foi escolhido pelos cardeais em 2013 para ser papa, frisou que o clero deveria se preocupar unicamente com o objetivo básico de “servir para a experiência e o amor ao povo de Deus”, não carregando consigo luxo e ostentação.

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O mesmo pedido, ou aconselhamento, foi reiterado há poucos dias quando o papa abriu os trabalhos referentes à 69ª Assembleia Geral da Conferência Episcopal Italiana.

A linguagem eclesiástica de Francisco reforça que os padres e bispos católicos precisam ter o seu quadro renovado, mas por indivíduos que realmente estejam interessados no exercício da simplicidade, no ministério de catequização e conversão de novos fieis mundo afora, isto é, um novo clero, que "caminha com o coração e no passo dos pobres".

O papa parece querer remontar a real postura do evangelho no 1º século, pois até o apóstolo das nações, Paulo, na sua carta bíblica 1 Timóteo, capítulo 6 e versículos 6 a 8, já havia orientado aos cristãos verdadeiros que “de fato, há grande ganho na devoção a Deus junto com o contentamento. Pois não trouxemos nada ao mundo, nem podemos levar nada embora.

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Assim, tendo o que comer e o que vestir, estaremos contentes com isso.”.

Lamentavelmente, ao longo dos séculos a Igreja se afastou e em muito deste tipo de postura ou #Comportamento. O papa parece reconhecer essa situação com clareza e também aconselha que os outros representantes do clero percebam que os tempos são outros. Enfim, Francisco no encontro Episcopal fez questão de salientar que o clero deve para de “criticar os dias de hoje com tom amargo e acusatório”, mas que antes, todos concordem que as pessoas comuns estão tendo a falta de referência, ou exemplo, em outras palavras, no próprio seio da Igreja, reiterou o papa.

Basta saber se o discurso do papa Francisco corresponderá a prática no dia a dia, ou se o clero, e aí não só o católico, mas também o protestante, irá preferir permanecer com as suas alianças e conchavos políticos como os dos últimos dias registrados no Palácio do Planalto com o novo presidente interino do Brasil. #Negócios #Regata