Panos Kammenos, ministro da Defesa da Grécia, confirmou nesta sexta-feira (20) que foram encontrados, no Mar Mediterrâneo, destroços do Airbus A320 da Egyptair, desaparecido desde a madrugada de quinta-feira. Além de parte da fuselagem da aeronave, foram encontrados também bagagens, um assento e pedaços de corpos dos passageiros que viajavam de Paris, na França, à cidade do Cairo, no Egito, no voo MS804.

Anteriormente à declaração de Kammenos, Mohammed Samir, porta-voz do exército do Egito, já havia divulgado que navios e aviões militares haviam encontrado partes do Airbus e objetos dos passageiros a cerca de 290 quilômetros ao norte de Alexandria.

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Ele ainda afirmou, em seu comunicado, que as buscas continuam na região do Mar Mediterrâneo.

Satélites detectaram a presença de manchas de óleo próximas ao local do desaparecimento do voo MS804, informou a Agência Espacial Europeia.

O ministro da Defesa grego, Panos Kammenos, disse também que os radares do espaço aéreo da Grécia verificaram anormalidades com oscilações no voo e que, antes dos sinais desaparecerem dos equipamentos, o Airbus A320 mergulhou 15 mil pés, cerca de 4572 metros, o que reforça as suspeitas de um atentado terrorista.

Nesta sexta, um especialista técnico da empresa fabricante da aeronave, a Airbus, e mais três investigadores da França desembarcaram na cidade do Cairo, enviados pelo Ministério de Aviação Civil da França, através do seu departamento de análise e investigação.

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A presença dos quatro profissionais deve auxiliar as autoridades do Egito nas buscas no Mar Mediterrâneo pelas caixas-pretas do avião.

Um comitê de investigação foi criado pelo governo egípcio e a presença da França no conselho justifica-se pelo fato de ela ser o segundo maior país remetente de voos com destino ao Egito e também ser país sede da fabricante do Airbus A320. Quinze passageiros do voo MS804 eram franceses, 30 eram egípcios.

O voo partiu do aeroporto Charles de Gaulle, na França, às 23h09 (18h09 de Brasília) da noite de quarta-feira (18) com destino ao Aeroporto Internacional do Cairo, Egito, onde deveria pousar cerca de cinco horas depois.

Apesar das especulações, até agora nenhum grupo terrorista reivindicou o #Acidente como tendo sido um atentado. #Terrorismo #Ataque Terrorista