Diferente de épocas de outrora, os países com as suas populações, cada vez mais, se influenciam mutuamente, mesmo que estejam distantes quilômetros de distância uns dos outros. Enfim, parece que tudo o que cada um faz, decide ou realiza, influencia ao outro diretamente. É o conhecido e irreversível o fenômeno de globalização da sociedade moderna.

Obviamente, cada nação ou povo possui o que pode ser chamado de cartões de visita ou ícones, os quais conseguem identificar rapidamente as suas características mais marcantes. Por exemplo, quando se fala de Suíça, imediatamente vem a mente, itens, tais como: chocolates, relógios, contas bancárias, queijos, a peculiar trompa alpina e o mesmo acontece com outras regiões geográficas espalhadas pelo mundo afora com os seus diferentes tipos de habitantes.

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Por outro lado, esse pequeno país da #Europa central, não pode ser resumido somente a isso. Tanto é assim, que os suíços irão realizar um esperado referendo entre a sua população que visa basicamente discutir a implantação de uma dita renda básica, iniciando-se em 05 de junho de 2016.

A ação visa garantir uma renda no valor de exatamente 2.500 francos suíços, o que equivale ao câmbio atual do Banco Central do Brasil, a quantia de R$ 8.928,50, o que não é pouco para os padrões brasileiros.

O valor acima citado seria partilhado aos cidadãos na Suíça, que não conseguem ter a renda de 2.500 francos suíços ou que ainda não estão colocados no ambiente produtivo de trabalho. Vale frisar de que o valor já iria parar nas mãos dos cidadãos, isentos de impostos ou qualquer outra tributação financeira.

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A sede do governo na Suíça revelou-se imediatamente contrária a ideia em questão, argumentando que a ação em si provocaria um gasto adicional de aproximadamente 25 bilhões de francos suíços por ano, e para que a distribuição de dinheiro desse certo, as autoridades teriam de elevar os impostos no país e cortar custos, geralmente afetando a terceiros, que a princípio não têm nada a ver com os problemas dos menos afortunados.

Por outro lado, há também naquele país, grupos e uma camada da população que defendem a situação de que a Suíça é rica e poderia arcar com a iniciativa. Esses representantes argumentam ainda, que atualmente centenas de milhares de cidadãos suíços estão prestes a ficar desempregados em função do progresso no campo da tecnologia e o projeto da renda básica seria uma blindagem a integridade dessas pessoas.

Atualmente o país não possui nenhum tipo de programa que se assemelhe a renda básica ou mesmo um salário mínimo. Análises encomendadas através de pesquisas reforçaram que grande parte dos habitantes suíços teria a continuidade do trabalho garantida, ainda que o renda mínima viesse a se tornar algo concreto.

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Somente 10% da população, afirmou que não trabalharia mais.

Outros países europeus além da Suíça já se detiveram sobre a mesma pauta, assim como a Finlândia, que contempla oferecer uma renda mínima na casa dos 1.000 euros mensais no início de 2017 aos seus habitantes.

Um detalhe importante que não pode ser esquecido é que a Suíça encontra-se no rol dos países mais caros do mundo, com cidades dispendiosas para poder se viver, assim como Zurique por exemplo.

Quanto ao Brasil, fica a pergunta, qual seria o cartão de visita em nível de ação social ou governamental a ser feito para os brasileiros? #Negócios #Crise econômica