No Reino Unido, em 2015, crianças de apenas três anos de idade, entre outras de um total de 167 indivíduos com menos de 10 anos, receberam auxílio em uma clínica pertencente ao Serviço Nacional de Saúde daquele país, por acreditarem ter nascido, como se diz comumente, com o “sexo errado”.

O número quase dobrou em relação a 2014, quando foram registrados 87 pedidos de auxílio do tipo. A rede BBC de Londres informou que todos os casos foram enviados para a instituição conhecida como Tavistock and Portman Trust, especializada em dar assistência a jovens que se deparam com problemas de identidade, relacionados ao gênero sexual com o qual nasceram.

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Críticas

Entre os mais novos que receberam o #Tratamento, estão três crianças de três anos de idade, e a aceitação de indivíduos tão novos no programa tem provocado críticas por parte de pessoas que alegam que a transição de gênero em crianças tão novas pode ser, na verdade, prejudicial, pois essa vontade pode ser somente a projeção da opinião dos pais sobre seus filhos.

Simon Calvert, do Instituto Cristão britânico e um dos críticos, alega que as crianças podem, com a transição feita tão precocemente, sofrer com danos a longo prazo, se persuadidos por adultos a viverem de uma maneira da qual irão se arrepender ao longo da vida. “O fato de crianças tão novas quanto três anos de idade estarem em transição de gênero prova que isso tem a ver com as ambições políticas do adulto, e não com o que é melhor para as crianças.

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Não tem como uma criança de três anos de idade ser capaz de fazer tal escolha de mudança de vida”, declarou.

Calvert teme um aumento nos casos de jovens que se arrependeriam tardiamente, uma vez que, ao invés da mudança de gênero, as atitudes da criança se tratassem apenas uma fase comportamental infantil.

Defesa

A Tavistock and Portman Trust declarou que não possui uma explicação para o crescimento de casos de crianças querendo fazer a transição de gênero, acrescentando apenas que o referido aumento pode ser consequência do fato de mais pessoas estarem conscientes dos serviços prestados disponíveis.

Polly Carmichael, psicóloga e consultora da instituição, afirmou que a Tavistock and Portman Trust “permite que as crianças explorem plenamente as opções (disponíveis), ao longo do tempo, à medida que crescem e amadurecem”. #Europa #Medicina