Alguém já deve ter notado que o cenário mundial se altera com uma velocidade nunca antes vista. Mas o que isso significa e quais as conseqüências para as pessoas e governos existentes? A globalização mais a tomada de decisões e ações por parte dos líderes das nações fazem com o que aconteça, por exemplo, no Brasil seja automaticamente “sentido” na #Europa ou vice-versa. 

É o caso de #Vladimir Putin que chegou na Grécia em 27/05 no intuito de poder assinar com o 1.º ministro grego Alexis Tsipras uma série de múltiplos acordos econômicos, consolidando o relacionamento e amizade entre a Rússia e o Governo de Atenas, ainda mais atualmente que a UE - União Européia aplica muitas sanções contra Moscou e especialmente a liderança de Putin. 

A expectativa em torno dessa visita é tão grande, que representantes gregos vislumbram com esperança a possível retomada do crescimento da economia grega em função dos acordos com a Rússia, até mesmo porque as medidas de austeridade impostas pelos credores da Grécia como o FMI e o Banco Central europeu, não têm surtido o efeito esperado.

Publicidade
Publicidade

Assim, a Grécia constitui-se atualmente na minoria dos países europeus que nutrem laços amistosos com os russos. 

De acordo com o anúncio do Kremlin, Tsipras falou que tem por estratégia o fortalecimento das relações bilaterais com a Rússia, já que os laços religiosos e históricos com os russos são de longa data. 

Desde que Moscou posicionou-se com clareza e firmeza sobre o conflito na Ucrânia que data de 2014 e anexou toda a península da Crimeia ainda naquele ano, as relações com a UE deterioram severamente. Tanto é, que Putin faz questão de anunciar aos 4 ventos que o assunto sobre a Crimeia já está encerrado, pois a Rússia não negocia sobre o tema. 

Por outro lado, à exceção do setor de turismo, as relações econômicas entre gregos e russos não têm muitos desdobramentos, mesmo com uma porção de acordos partilhados ao longo do tempo pelas 2 nações, mas o objetivo no momento é proporcionar o avanço das cooperações nos campos energéticos, da migração e comercial como um todo. 

Gregos e russos querem reativar a construção do gasoduto turco, ignorando completamente a Ucrânia no projeto; todavia, as rusgas militares e de boicote econômico entre Moscou e Ancara por causa da guerra civil na Síria, fizeram com que o projeto do gasoduto fosse simplesmente relegado. 

Os russos querem investir dinheiro para as privatizações na Grécia, cujo exemplo mais claro é a aquisição do porto de Thessaloniki, a 2.ª maior cidade grega.

Publicidade

Os gregos querem contar também com a ajuda do Governo de Moscou quanto à migração de refugiados, pois o país balcânico é o cartão de visitas para o maior movimento de deslocamento humano desde o fim da 2.ª Guerra Mundial. 

Tsipras criticou as sanções impostas pela EU à Rússia, mesmo com a Grécia pertencendo a União Européia e no momento em que os líderes dos demais países europeus pretendem discutir a continuidade de tais sanções. Já o 1.º ministro da Rússia, Dmitri Medvedev, reforçou que o embargo contra a produção de alimentos da UE será esticado até o ano de 2017. 

Putin fez questão de salientar que o embargo é um problema europeu e não russo, pois foram as nações do ocidente europeu que fizeram isso primeiramente. Caso os europeus suspendam o embargo, Putin fará o mesmo. Agora quanto aos resultados práticos da visita da autoridade russa à Grécia, somente o tempo para dizer se gregos e russos ganharão com isso. #Negócios