O resultado do referendo anunciando a saída do Reino Unido da União Europeia nos últimos dias, não está sendo assimilado de modo totalmente tranquilo junto à comunidade internacional. As reações adversas podem ser percebidas com a atmosfera de insegurança e incerteza que se reflete nas oscilações de taxas cambiais de várias moedas, pregões das bolsas de valores de algumas das principais capitais fechando em baixa por dias sucessivos, entre tantos outros reflexos na sociedade global.

Até mesmo no “quintal” do Reino Unido existem as discordâncias quanto à unanimidade dessa separação no mínimo histórica. Por exemplo, Nicola Sturgeon, que é atualmente a primeira ministra da Escócia, manifestou-se abertamente que pretende se encontrar por meio de reunião oficial, em 29 de junho, com líderes do Parlamento da #Europa, na cidade de Bruxelas, Bélgica, com o único intuito de assegurar que o seu país encontre meios legais de continuar a fazer parte da #União Europeia.

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Vale frisar que dois terços dos escoceses votaram em massa para que os britânicos continuassem fazendo parte da União Europeia, o que conflita diretamente com o resultado construído pelo Reino Unido em si, que optou pela ruptura com os demais países da Europa continental.

É algo "democraticamente inaceitável", foi o que ratificou Nicola Sturgeon, quanto à possibilidade mínima da Escócia sair da participação com a UE, e que justamente no sentido de evitar isso é que ela adotará todas as medidas jurídicas cabíveis para evitar a situação, retomando assim o assunto de independência dos bretões.

Nicola vai aproveitar que estará na Bélgica na quarta-feira e irá externar de modo claro com Martin Schulz, presidente do Parlamento Europeu, qual é a postura da Escócia, que é não sair da EU, e também com os principais legisladores representantes do Parlamento.

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Tudo indica que mais uma tempestade diplomática se aproxima, pois o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, responsável por dar norte às necessidades prioritárias na esfera política da UE, já se antecipou em dizer que não se reunirá com a primeira-ministra escocesa, por não considerar o contexto em geral oportuno para tal.

A política escocesa disse que ainda intenciona discutir o tema da permanência da Escócia no bloco da UE com a frente executiva da aliança ou como é conhecida, Comissão Europeia. #Crise