O caso de assassinato na boate Pulse, localizada na cidade de Orlando, na Flórida, chocou muitas pessoas ao redor do mundo. O homem de 29 anos identificado como Omar Matees matou 50 pessoas e deixou cerca de 53 feridos no último sábado, dia 11 de junho. Autoridades do mundo todo se manifestaram contra o ato, que está sendo tratado como #Crime de ódio a homossexuais, conhecidamente como "homofobia".

A boate era voltada para esse público e foi escolhida pelo criminoso que, segundo seu pai, tinha ódio de gays e já demonstrava isso claramente. Em entrevista, o pai de Omar disse que "cabe a Deus julgar os homossexuais". Contudo, essa história pode ter uma reviravolta.

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De acordo com frequentadores do local, em entrevista para o jornal local "Orlando Sentinel", Omar era usuário de redes sociais voltadas para gays, como Grindr e Hornet. Além disso, ele era frequentador da Pulse, mas não demonstrava muito interesse na balada.

"Às vezes ele ficava no canto, bebendo sozinho. Mas às vezes ele ficava tão bêbado que falava alto e ficava beligerante", disse Ty Smith, que vai sempre ao local com amigos.

De acordo com Ty, outras pessoas que iam para a boate já trocaram mensagens com Omar. O moço declarou que conversou com o atirador anteriormente.

O jovem explicou que as pessoas que iam na Pulse não davam muito assunto para ele, mas Omar costumava falar do pai no local, explicando detalhes da vida, dizendo até ter mulher e um filho.

Já Chris Callen, performer e drag queen na boate, declarou para o site "Canadian Press" que o assassino já chegou a fazer ameaças aos frequentadores com uma faca após ouvir piadas religiosas.

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Pessoas que pediram anonimato à imprensa também falaram e afirmaram que o viram outras vezes no local. Para Jhon Mina, chefe de polícia que cuida do caso do massacre, ainda não há confirmação das frequentes idas de Mateen à Pulse, mas ele não descarta hipóteses. Ainda assim, muitos frequentadores afirmam que Omar era gay.

Em entrevista para a rede de televisão CNN, a mulher do atirador de Orlando, Sitora Yusufiy, foi questionada se o ex-marido já saiu com outros homens, porém ela não sabia responder com certeza.

Após o assassinato, muitas famílias ainda não identificaram algumas vítimas. Por isso, a polícia e a prefeitura local divulgaram imagens dos mortos para que eles possam ter um enterro digno e elas possam passar pelo processo de luto em paz. Veja aqui#EUA #LGBT