Na madrugada de sábado para domingo, um ataque à boate Pulse, em Orlando, chocou o mundo. Até o momento, são 50 mortos e 53 feridos, vítimas de um atirador de 29 anos que, segundo seu pai, sentia ódio contra gays.

Para a noite de 11 de junho, a programação da boate trouxe duas artistas trans, sendo uma delas a portorriquenha Kenya Michaels, que participou da quarta temporada do reality show RuPaul's Drag Race. A noite foi de temática latina e várias drag queens estavam presentes e, com a notícia do atentado, muitos fãs demonstraram preocupação, levando artistas a se manifestarem nas redes sociais. Kenya Michaels estava agendada para se apresentar por volta de meia-noite e o tiroteio ocorreu às 2h da manhã.

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Felizmente, ela e sua agente conseguiram sair em segurança do local.

O atirador, identificado como Omar Saddiqui Mateen, de 29 anos, era cidadão estadunidense. Ele foi morto durante a troca de tiros com a polícia, que adentrou no local para tentar resgatar 30 reféns - 15 deles entraram em contato com a polícia, informando que estavam presos no banheiro.

A motivação específica para o atentado não foi identificada pela polícia, mas o fato de que se trata de LGBTfobia está claro. Mateen estava armado com um revólver e um rifle, além de um dispositivo não identificado, submetido a uma explosão controlada. Às 3h da manhã, funcionários da Pulse publicaram, na página do Facebook da casa noturna: "Saiam da Pulse e corram".

Mateen já havia sido entrevistado pelo FBI em duas ocasiões, em 2013 e 2014, mas não foi considerado uma ameaça.

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Durante o ataque, segundo um policial, o próprio atirador ligou para o 911 e se disse aliado ao ISIS, além de mencionar os responsáveis pelo ataque na Maratona de Boston.

Os pais de Mateen são naturais do Afeganistão e, em entrevista à NBC News, seu pai afirmou que o filho sentia ódio em relação aos gays. Nas palavras de Mir Sadiqque, "a questão religiosa não tem nada a ver com isso. Ele viu dois homens se beijando em Miami há alguns meses e ficou muito irritado. Estamos chocados como o resto dos EUA". #Crime #Homofobia #LGBT