O ataque a boate #LGBT Pulse em Orlando, na Flórida, ocorrido na madrugada deste domingo (12), deixando 50 mortos e 53 feridos, é o maior atentado a tiros da história dos Estados Unidos e o mais violento desde o realizado no dia 11 de setembro de 2001.

Em 2007, um outro episódio também chocou aquele país. O caso que ficou conhecido como "massacre da Universidade Virgínia Tech" deixou 32 mortos.

O autor do atentado na casa noturna foi o norte-americano Omar Mateen (29). Ele invadiu a boate portando duas armas e começou a dispara contra os frequentadores. O atirador morreu no confronto com a polícia.

No momento do ataque, a Pulse publicou em sua página oficial no Facebook a mensagem "Everyone get out Pulse and keep running", pedindo que as pessoas saíssem do local e continuassem correndo.

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Agentes dos FBI investigam se o autor do #Crime tem ligação com grupos radicais, uma vez que ele era simpatizante do Estado Islâmico e, pouco antes do atentado, ligou para o 911 (serviço de emergência dos EUA) para confirmar sua lealdade à organização.

O pai de Omar, Seddique Mateen, disse em entrevista à NBC não acreditar que a atitude do filho esteja relacionada à #Religião, mas sim à homofobia, pois o rapaz se irritou ao ver dois homens se beijando na frente de sua família há aproximadamente dois meses.

O pai se desculpou e acrescentou que está tão abalado quanto toda a sociedade. "Peço desculpas pelo incidente. Não éramos conscientes de que estivesse premeditando algum tipo de ação. Estamos em estado de choque como todo o país", afirmou. A ex-esposa de Mateen disse que ele era violento e a agredia com frequência.

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Em comunicado, o presidente Barack Obama classificou o atentado como um "ato de terror e ódio" e disse que prestará toda a ajuda necessária ao prefeito da cidade de Orlando, e acrescentou: "Este é um dia triste para a comunidade LGBT. O local que foi atacado era mais que um nightclub, era um lugar de solidariedade e empoderamento."

Aos poucos, a lista com os nomes das vítimas está sendo atualizada. Até o momento, não há brasileiros.