A tragédia da boate Pulse, que deixou 50 mortos em Orlando, nos Estados Unidos, demonstrou o ódio de algumas pessoas pelos homossexuais, mas também trouxe à tona milhares de cidadãos que prestam solidariedade às vítimas. A forma mais importante que essas pessoas encontraram para ajudar os feridos foi a doação de sangue. Assim que as primeiras noticias dos atentados começaram a circular, milhares de pessoas se dirigiram ao banco de sangue de Orlando. A solidariedade foi tão grande que, nesta segunda-feira (13/06), os bancos de sangue estão pedindo que as pessoas voltem para suas casas e agendem a doação para outro dia, já que não estão conseguindo atender a todas os voluntários.

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O representante do banco de sangue OneBlood, Pat Michaels, disse que em 13 anos de trabalho nunca tinha visto nada parecido. Veja, no vídeo abaixo, o impressionante tamanho da fila:

No domingo (12) centenas de americanos formaram longas filas nos bancos de sangue da cidade para tentar salvar vidas. Uma das doadoras era Frank Tiffany. "É difícil acreditar no que aconteceu. Você simplesmente sente a necessidade de fazer algo", explicou, enquanto aguardava sua vez. Uma outra doadora, Becky Orero, tinha motivos muito mais pessoais para estar ali. Ela trabalhou na boate Pulse por cinco anos. "Vim doar para que meus amigos e familiares fiquem bem", disse ao jornal Orlando Sentinel, enquanto tentava segurar as lágrimas. 

Já Micah James nunca frequentou a boate, mas também decidiu ajudar sua comunidade.

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"Todos somos feitos da mesma coisa: sangue, carne e ossos", contou ao Orlando Sentinel. 

Doação para doadores

Quem aguardava na fila a sua vez de doar também foi testemunha de outro momento memorável. Muitos moradores da cidade estavam levando água e comida para àqueles que aguardavam na fila, sob o sol. Estas doações eram feitas por pessoas impedidas de doar, como homossexuais (devido ao suposto risco de transmissão do vírus HIV) ou americanos que viajaram recentemente para países com epidemia de malária, zika (a exemplo do Brasil) e outros patógenos. #Fanatismo religioso #Homofobia