Quando Omar Mateen começou a atirar dentro da casa noturna Pulse, em Orlando, um policial que não estava em serviço e trabalhava no local reagiu e trocou tiros com o terrorista, ainda na entrada. Depois, com a chegada de dois policiais, a troca de tiros continuou. O ataque se desenrolou por cerca de 3 horas antes que uma equipe da SWAT decidisse invadir a boate para resgatar os reféns.

Antes de abrirem um buraco na parede do estabelecimento para que pudessem adentrar, 8 ou 9 oficiais atiraram contra a própria parede, em resposta aos tiros que vinham de dentro do local. Segundo o chefe de polícia de Orlando, John Mina, algumas vítimas podem ter sido atingidas durante essa troca de tiros.

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Durante o atentado, frequentadores da Pulse procuraram se esconder nos banheiros e Mateen acabou entrando em um deles. Dentro do banheiro, o atirador ligou para o 911 e declarou ser aliado do Estado Islâmico. Nesse momento, o tiroteio havia parado e houve tentativas de negociação para que Mateen liberasse as pessoas que estavam sendo mantidas reféns - um procedimento padrão em casos nos quais há pessoas ameaçadas sob a mira de um ou mais atiradores.

O time responsável por negociar com o criminoso buscava obter o máximo de informações possíveis e lhe fizeram diversas perguntas. A decisão de invadir o local foi tomada quando Mateen comentou sobre carregar explosivos e bombas consigo. Dessa forma, às 5h da manhã, os oficiais explodiram uma parede externa para ter acesso ao interior da casa noturna e resgatar os que ali estavam.

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Uma vez que a explosão não foi o suficiente para derrubar a parede, um veículo blindado se chocou contra ela e conseguiu abrir um buraco de cerca de 60 centímetros de largura por 1 metro de altura, a 60 centímetros do chão.

Conforme declarou John Mina, os oficiais envolvidos no resgate tinham consciência de que haveria vidas perdidas no processo. Assim que os reféns começaram a correr para fora da casa noturna, Mateen e a polícia trocaram tiros e o terrorista foi morto. No final, verificou-se que não havia explosivos com ele.

Até o momento, 48 vítimas foram identificadas e tiveram seus nomes revelados. #EUA #Ataque Terrorista #Homofobia