A maioria dos países do Ocidente foi influenciada, diretamente, pelo pensamento e cultura do apogeu do mundo helenístico que dominou toda uma época e é exatamente no ápice do domínio da Antiga Grécia, que surgem inventos, construções e objetos que  impressionam a todos até os dias atuais, pela sua criatividade e utilidade. 

E por falar no criacionismo inventivo dos gregos de outrora, um dos grandes mistérios para o qual, até agora, os cientistas não haviam encontrado uma explicação acadêmica plausível era em torno da acústica excelente do lindo e conservado anfiteatro grego em Epidauros, o qual recebe o mesmo nome de sua cidade. 

A publicação internacional Live Science (Ciência do Viver) veiculou uma matéria sobre o anfiteatro grego, abordando que, ao longo da #História, os estudiosos produziram muitas dúvidas e especulações acerca da qualidade única do som vindo do palco de teatro de Epidauros. 

Foi o grego Policletos, no IV século antes de Cristo, que desenhou o teatro antigo com as estrutura original tendo 34 fileiras de assentos e, já na época de domínio do Império Romano, as fileiras existentes foram somadas a 21 outras, aumentando a capacidade de expectadores que assistiam aos shows de outrora. Atualmente o teatro da Grécia consegue acomodar até 14 mil espectadores. 

No decurso da história da humanidade foram idealizadas muitas teorias na tentativa de explicação do fenômeno acústico do porquê todos os que estavam no teatro escutavam tão bem o que era dito.

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Tanto estudiosos quanto pessoas comuns levantaram algumas hipóteses, como a dos atores atores gregos usarem máscaras, servindo como uma espécie de amplificador sonoro. 

Entretanto, finalmente, alguns pesquisadores do Georgia Institute of Technology (Instituto de Tecnologia da Geórgia) nos EUA descobriram que o calcário, com o qual os assentos foram construídos, acaba funcionando como um filtro que consegue suprimir as frequências baixas das vozes, ou seja, o calcário é um “abafador” natural, que minimiza os ruídos das pessoas que se encontram mais ao fundo. 

Outro detalhe importante, destacado pela revista Ciência do Viver, é que as fileiras dos assentos, construídas com a pedra calcária, acabam refletindo ondas sonoras de alta freqüência em direção à plateia, o que, por si só, realça a harmonia do efeito dos sons. 

Tanto é assim que Nico Declercq, engenheiro mecânico, fez questão de explicar que, na 1ª vez que ele se debruçou sobre o enigma do som em Epidauros, raciocinou que a acústica perfeita do local era devido à inclinação do teatro, sem ter quase nenhum obstáculo que amortecesse as ondas de som sobre a superfície, ou seja, o engenheiro não sabia que as baixas frequências das oratórias e interpretações dos atores gregos fossem, de algum modo, filtradas. 

Por outro lado, o que mais surpreende é que os construtores na Grécia Antiga não entendiam sobre os princípios científicos que influenciam, decisivamente, até a atualidade, a qualidade e audibilidade do som emitido no palco de Epidauros.

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#Curiosidades #Europa