José Carriço, mais conhecido como Zé do Benfica, confessou em Tribunal todos os crimes de tráfico de drogas que cometeu durante anos, enquanto era motorista particular do presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira. Tal como informa a revista “Sábado”, o homem de 55 anos garantiu que apenas cometeu esses crimes por necessidade de ter dinheiro suficiente para pagar os tratamentos da sua filha. Contudo, Luís Filipe Vieira, que ficou em choque quando soube que muitos crimes aconteceram nas portas do Estádio da Luz, revelou que o motorista recebia três mil euros por mês e que não entende como poderia ter dificuldades financeiras.

Conhecido como o caso “Porta 18”, por ter sido exatamente nessa porta do Estádio da Luz que o Zé do Benfica fazia muitos dos seus negócios com outros suspeitos do caso, essa polêmica tem causado um grandes desconforto em uma das maiores instituições portuguesas, o Benfica, que ficou com o seu nome sendo associado a negócios de drogas, pelo protagonista ser um funcionário,  e pelo esquema ter sido realizado junto ao seu maior símbolo.

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Como relatou em Tribunal, claramente emocionado, João Carriço recebia cerca de 5 mil euros para transportar drogas - provenientes do Brasil - do Aeroporto Sá Carneiro, no Porto, até a Lisboa, uma viagem de cerca de 400 km. Como informa a revista “Sábado”, teria sido em uma dessas viagens que  Zé do Benfica foi flagrado com uma mala com cerca de 9,5 kilos de cocaína, tendo sido de imediato, preso preventivamente.

Visto que foi seu funcionário durante muito tempo, rapidamente Luís Filipe Vieira foi interrogado acerca dos negócios e dos esquemas que se realizavam nas portas do Estádio da Luz, garantindo que nunca soube que o seu motorista estava ligado a uma rede de tráfico de drogas. Muito abertamente e chocado com os crimes, o presidente do Benfica até revelou o ordenado que tinha o motorista até novembro de 2014, o que acaba contrariando a justificação de João Carriço, quando dizia que tinha cometido todos esses crimes por “necessidades financeiras”, quando estava recebendo um ordenado seis vezes superior ao ordenado mínimo português, que atualmente se encontra nos 500 euros.

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#Justiça #Europa #Investigação Criminal