O detetive português que esteve no início das buscas por Maddie McCann está vivendo momentos difíceis na #Justiça. Foi condenado a uma pena de prisão suspensa de quatro anos e meio, pelos crimes de peculato, e está em julgamento por vários outros crimes, relacionados com roubos violentos. Paulo Pereira Cristóvão ficou conhecido em Portugal quando pediu prisão para Kate e Gerry McCann, acusando os pais da pequena Madeleine de terem matado a própria filha e a terem jogado no mar. 

Paulo Pereira Cristóvão trabalhou com Gonçalo Amaral nas investigações iniciais, logo após o desaparecimento de Maddie, em maio de 2007. Tal como o colega da Polícia Judiciária, Cristóvão acreditava que a menina inglesa não tinha sido raptada, na praia da Luz, mas antes teria sido morta pelos próprios pais, que de seguida a teriam jogado no mar do Algarve.

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Paulo Pereira Cristóvão foi um dos mais indignados de sempre com este caso e chegou a pedir pena de prisão para o casal inglês, o que nunca aconteceria. 

No entanto, a vida deste investigador sempre foi muito polêmica. Ele esteve envolvido em alguns casos complicados, onde teria usado métodos nada convencionais, que levaram ao seu afastamento da polícia. Em 2009, Paulo Pereira Cristóvão foi acusado de ter torturado dois prisioneiros, junto com os seus colegas. Foram publicadas várias imagens das agressões sofridas por Leonor Cipriano, a alegada protagonista de um dos crimes mais chocantes em Portugal, que teria assassinado e feito desaparecer de forma bárbara o corpo da filha Joana, em 2004.

Paulo Pereira Cristóvão esteve ainda no dirigismo esportivo, tornando-se vice-presidente do Sporting. Essa passagem foi agora investigada e o ex-detetive foi condenado a quatro anos e meio de prisão suspensa, pelos crimes de peculato.

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Mas não ficará por aqui a lista de problemas deste homem. Neste momento, continua o julgamento, após ter sido denunciado por um comparsa, com quem teria organizado duas invasões de casas

Nesse processo, seriam 16 os suspeitos, onde se inclui Paulo Pereira Cristóvão. Estão sendo julgados pelos crimes de pertença a uma gangue criminosa, extorsão, sequestro, posse de arma, abuso de poder, após orquestrarem uma série de roubos violentos, onde se teriam apresentado como policiais, antes de assaltarem as casas. #Europa #Crime