Neste domingo, 12, um homem conhecido como Omar Mir Seddique Mateen, matou 50 pessoas e deixou outras 53 feridas em uma boate voltada ao público homossexual. A Polícia Federal americana identificou a maioria das vítimas, quase todas de origem latina. Até o fechamento desta reportagem, ainda não havia informações de brasileiros entre as vítimas. O que vem a partir de agora é a investigação. O que o muçulmano Omar Mir Seddique Mateen realmente queria na boate, porque o local foi escolhido, ele realmente tem relação com o Estado Islâmico? 

A Polícia Federal americana, o FBI, confessou que já havia investigado o terrorista no passado, mas que temia ser acusada de preconceito, já que não haveria tanta base para continuar a investigação.

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Muitas pessoas de origem árabe e latina são investigadas nos Estados Unidos, o que faz os investigadores serem chamados de xenofóbicos. No passado, o FBI chegou a receber uma denúncia dizendo que o homem matou 50 teria ligação com terroristas. Até colegas de trabalho do homem já suspeitavam de sua relação com o Estado Islâmico. 

A Polícia, depois das denúncias, entrou com investigações contra o atirador por duas vezes. Uma em 2013 e outra em 2014. Nessas apurações, o FBI tentou identificar a relação de Omar Mir Seddique Mateen com terroristas. Até mesmo câmeras de segurança foram utilizadas. O pai de Omar é um importante político do Afeganistão, chegando a se candidatar à presidência do país. 

De acordo com a Polícia Federal americana, as provas para o caso eram muito escassas. No entanto, já sabemos, por exemplo, que o terrorista agredia a própria esposa e que essa fez denúncias.

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Antes de matar dezenas de pessoas, Omar ainda ligou para apuradores anunciando a morte. Ele não teria dito onde realizaria o atentado, mas se confessou como um soldado do Estado Islâmico. Até o momento, o FBI evita dizer que o homem era um terrorista, o que está gerando críticas da maioria dos americanos.

Especula-se que evitar o tema seria uma tática de Barack Obama para evitar o crescimento eleitoral de Trump. #Terrorismo