É sempre muito difícil entender e aceitar as leis e costumes radicais de países como o Paquistão, onde recentemente aconteceu um caso que chocou o mundo. A mãe matou a própria filha porque ela quis casar por amor, escolhendo seu próprio marido. Zeenat Rafig tinha apenas 18 anos e chegou a ser cruelmente torturada antes de morrer. A garota chegou a ser estrangulada e por fim queimada.

Hassan Khan, marido da jovem, disse que jamais imaginaria que ela seria morta deste jeito, ainda mais pela própria família. A polícia paquistanesa já confirmou à BBC o assassinato da paquistanesa de 18 anos e agora será feita uma necropsia na intenção se descobrir se ela ainda estava viva no momento em que foi queimada ou se já tinha morrido.

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Zeenat se casou sem autorização da família e ela mesma escolheu seu marido e foi viver com ele, alegando que o amava. Uma semana depois, ela foi assassinada por este único motivo, pois no Paquistão isto é considerado uma grande desonra.

Só que por lá, mais de 1.100 mulheres foram assassinadas, só em 2015, pelos próprios familiares e pouco pode ser feito, já que eles consideram isto como um "#Crime de honra" e a grande maioria dos casos nem chegam a ser comunicados. Por isto, acredita-se que o número de jovens assassinadas pelos pais seja bem maior do que o anunciado.

Mas este caso em específico ganhou grande repercussão no mundo todo e a polícia paquistanesa está dando uma atenção maior. O irmão da garota assassinada é suspeito de ter participado e encontra-se foragido. O corpo da jovem foi encontrado com sua mãe, que chegou a confessar o crime, mas o superintendente da polícia de Lahore acredita que ela não tenha matado a filha sem a ajuda de outros familiares.

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Os vizinhos chamaram a polícia depois que ouviram vários gritos, mas quando os policiais chegaram à residência já encontraram a jovem paquistanesa morta.

Ela tinha fugido de casa para se casar com o amor de sua vida, pois quando revelou aos familiares que estava namorando um homem que ela mesma escolheu, chegou a ser espancada pelos próprios pais que não aceitaram esta decisão e queriam escolher o marido para a filha. #Violência #Casos de polícia