Foi divulgado hoje, dia 16 de junho, na imprensa internacional, que o Quénia, país localizado no continente africano, próximo à Uganda e Somália, que será intensificada a procura e prisão de pessoas identificadas como homossexuais. A Alta Corte do país declarou que é constitucional fazer exames anais em homens para provar se eles são gays ou não. O país é considerado, pela comunidade LGBT e ativistas dos direitos dessa população, um dos mais homofóbicos do mundo.

Segundo o juiz Mathew Emukule, os direitos da pessoa humana não estão sendo infringidos com a prática médica. A comunidade científica já foi questionada por homens já submetidos ao teste para provar se de fato são homossexuais.

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Os especialistas acreditam que é invasivo e totalmente desnecessário saber se alguém tem relações íntimas pelo reto para descobrir se é gay, além de ser preconceituoso.

O país, contudo, não acredita que eles estejam certos. Os dois primeiros homens que tiveram que fazer o exame abriram ações para reparação de danos morais contra o governo, pois foram obrigados e realizar exames de HIV para "provar" que são gays e serem condenados.

A prisão dos homens, que não quiseram ser identificados, aconteceu próxima à cidade de Ukunda, no litoral do Quênia, no mês de fevereiro do ano passado. A suspeita das autoridades é de que eles praticaram sexo entre si, o que as autoridades quenianas consideram uma ofensa às leis rígidas do país.

Além dos testes de HIV, ambos disseram que foram submetidos a exames de hepatite e outras doenças, além de terem sofrido tortura pela polícia. O advogado dos homens que foram presos por serem gays disse que irá recorrer até mesmo às instâncias superiores do país.

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Homofobia mata

Apesar do caso do Quênia chocar e não ser passível de relativização, muitas pessoas ainda apoiam a morte de homossexuais. Esse discurso foi visto após o atentado ocorrido na cidade de Orlando, Flórida, Estados Unidos. Depois de serem divulgadas notícias do atirador homofóbico que matou 50 pessoas na boate Pulse, inúmeros  comentários pedindo a morte de gays "pipocaram" nas redes sociais. Confira aqui. #Crime #Homofobia #LGBT