O governo de Buenos Aires começou a distribuir luvas, gorros, toucas, meias e cobertores aos #Moradores de Rua. Mas engana-se quem pensa que essa é uma medida recente: desde 2007 a ação social é realizada na época mais fria do ano.

Como funciona

O governo do estado coloca carros públicos nas ruas para procurarem moradores de rua e levá-los aos albergues. A ação é feita das 19h às 2h. Caso algum morador não queira ir para o albergue, o mesmo ganha um prato de comida quente, roupas e um cobertor para passar a noite protegido do frio.

Na cidade há 1500 vagas nos albergues e nos meses mais frios são montados abrigos improvisados em quadras, garantindo mais 500 vagas extras.

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A Cruz Vermelha costuma montar um posto com atendimento médico gratuito e cozinha durante a fase mais crítica do inverno, quando as temperaturas ficam negativas. Lá eles chegam a servir até setecentas refeições em uma noite.

Percepção

Embora a ação seja inovadora, se comparada à outros lugares como o Brasil, engana-se quem pensa que todo mundo aprova o projeto. A Folha mostrou nesse fim de semana uma matéria com uma breve entrevista com o diretor da ONG 'Proyecto 7', Horacio Ávila, que reclamou que os gorros e as luvas não resolvem o problema, pois a ação social só ocorre em um período do ano. 

Ávila vai ainda mais longe e diz que há grande demora para buscar os moradores de rua, chegando à passar horas até que o atendimento ocorra após ligarem pedindo um carro. Ávila possui dois abrigos.

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Comparação com o Brasil

Ainda que existam críticas quanto a eficácia do projeto do governo local, se for comparado, por exemplo, com a crise que ocorre em São Paulo atualmente, Buenos Aires ainda sai na frente em evolução.

A prefeitura municipal da cidade de São Paulo possui cerca de onze mil vagas em albergues públicos, contra mais de quinze mil moradores de rua. Muitos não vão para os albergues por vários motivos, como: acessibilidade, traumas de situações passadas, medo de perderem o 'ponto' em que vivem ou deixar seus cães para trás, bem como há aqueles que estão entregues à um vício ou simplesmente perderam a fé no ser humano e querem distância de outras pessoas.

Muitos albergues ficam distantes de pontos onde vivem andarilhos em São Paulo e a prefeitura não investe tanto em veículos para levá-los aos abrigos. Moradores da cidade costumam dizer que carros da prefeitura passam nas principais vias e bairros em busca de moradores de rua para irem aos albergues, mas muitos andarilhos preferem se isolar em ruas e bairros mais desertos, não sendo vistos durante a 'ronda' da prefeitura.

Na Argentina, quem não vai para o abrigo ganha comida, cobertor e roupas. No Brasil quem não quer ou não pode ir para o albergue, fica lá no chão esperando o dia amanhecer, pois até os colchões têm sido retirados dessas pessoas.

O que você acha dessa ação social da argentina? Apesar das falhas apontadas pelo diretor da ONG, seria viável implantar a parte que deu certo no Brasil? Opine deixando um comentário. #Mudança do Clima