A decisão do Reino Unido de sair da #União Europeia já é chocante por si só, visto que o desejo de separação foi anunciado de maneira abrupta e deixou os demais países da zona do euro preocupados. Nesta sexta-feira, a votação a favor do Brexit foi recebida com consternação, especialmente pelos irlandeses, que temem uma nova crise. 

A Inglaterra, e todo Reino Unido, de um modo geral, são os principais importadoras de produtos irlandeses. Na verdade, a Ilha Esmeralda é conhecida como a “fazenda da Inglaterra”, visto que grande parte do que é produzido em termos de agricultura e pecuária é comprado pelas terras da Rainha.

Com a saída dos britânicos, a Irlanda teme que a exportação venha a cair drasticamente.

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Outra preocupação é que os impostos e taxas, tanto para exportação como para importação, possam aumentar, já que o país será obrigado a fazer novos acordos comerciais com países do continente que pertencem ao bloco. Por ser uma ilha, tendo a Inglaterra separando-a do continente, a Irlanda terá mais gastos para enviar e receber produtos. A população teme que isto inflacione ou gere a falta de gasolina e até mesmo de certos alimentos nas prateleiras dos supermercados.

Além da preocupação econômica, os irlandeses comentam sobre a possibilidade da Irlanda do Norte voltar a fechar suas fronteiras. Este é um ponto delicado, ligado ao emocional dos irlandeses. Ao tocar no assunto, os moradores relembram seus tempos de infância e adolescência, em que as fronteiras eram fechadas e havia policiais armados separando as duas Irlandas.

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Falam ainda sobre um possível levante do IRA, grupo terrorista que luta pela reunificação das duas nações (República da Irlanda e Irlanda do Norte) e independência em relação à coroa britânica.

Apesar da rivalidade entre Inglaterra e Irlanda, a população era livre para transitar entre o Reino Unido e Irlanda, e a possibilidade disso mudar, causa estranheza, já que muitos trabalham na Irlanda do Norte e moram na República. Essa separação deixa a Irlanda ainda mais isolada do restante da Europa. Há os mais nacionalistas que celebram a decisão, porém mesmo assim temem os impactos financeiros.

Olhando por outro ângulo, na posição de um intercambista brasileiro, talvez esse seja um bom momento para tentar emprego em terras irlandesas, visto que o euro está em queda e que em períodos de crise o país se mostrou mais aberto a estrangeiros que agora. #Crise econômica #Intercâmbio