Desde o momento em que pontos brilhantes na superfície do planeta-anão Ceres, localizado no cinturão de asteróides entre Marte e Júpiter, foram revelados pela Agência Espacial Americana (NASA), por meio de observações da sonda Dawn, em 2015, diversas especulações sobre a origem do fenômeno foram apresentadas.

Embora a NASA suspeite que os mais de 130 pontos luminosos sejam causados por um tipo de sal, o sulfato de magnésio, recentemente, cientistas da entidade notaram que as imagens das emblemáticas luzes parecem ‘piscar’ em intervalos de nove horas, segundo informações do periódico britânico Daily Mirror, edição de terça-feira (21).

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As flutuações foram observadas em um espectrógrafo (aparelho que realiza um registro fotográfico de um espectro luminoso), do Observatório Europeu do Sul, situado no Chile.

Apesar dos estudiosos terem apontado o sulfato de magnésio como a causa do fenômeno, adeptos de teorias da conspiração afirmam que as luzes evidenciam a presença de alienígenas no astro. Conforme o narrador do vídeo intitulado Vida em Ceres (Youtube), que você poderá assistir no final desta matéria, as luzes provam a existência de extraterrestres naquele planeta. “Eles estão nos mostrando que eles existem”, fala o sujeito não identificado.

Outro pesquisador, responsável por administrar um site sobre ufologia (Latest UFO Sighting), também acredita que os pontos luminosos representam entidades alienígenas no planeta-anão.

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“Alguns entusiastas de ovnis especulam que é um sinal. Pode ser um sinal de alerta, uma torre de radar, ou um sinal de saudação”, conjectura o administrador do blog, ao destacar o fato de os cientistas saberem a ‘verdadeira’ causa dos pontos brilhantes em Ceres. “Os próprios cientistas têm uma teoria – senão uma resposta definitiva – sobre o motivo da flutuação das luzes”, complementa.

Possível causa

Ainda que os conspirólogos se mostrem irredutíveis em aceitar outros motivos para o fenômeno, uma proposta alternativa, apresentada num artigo da revista científica Nature, propõe que o emblemático brilho seja causado pelo reflexo da luz do gelo salgado.

De acordo com a avaliação do cientista Andreas Nathues, do Instituto Max Planck de Pesquisa do Sistema Solar, em Göttingen, Alemanha, as centenas de ‘manchas’ registradas pela sonda Dawn apontam a existência de uma camada de água salgada congelada abaixo da superfície.

A NASA avalia que a luz mais brilhante e visível provém de uma cratera de 60 milhas (96,56 km) de largura, chamada Occator.

Além das teorias expostas pelos ufólogos e pelos cientistas da NASA, outra origem para o evento sugere que Ceres pode ter se formado em regiões mais distantes da Via Láctea. A ideia preconiza que o corpo celeste tenha colidido com outros objetos. Devido a essas colisões, Ceres foi parar no cinturão de asteróides.

Cientistas continuam a estudar o planeta-anão. Até o momento, qualquer alegação não passa de mera suposição. O impasse permanece.

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