O domingo amanheceu com a notícia de que um tirador abriu fogo contra cerca de 320 pessoas que estavam numa boate voltada para o público LGBT em Orlando, EUA. Novas informações sobre o caso não param de chegar e o número de mortos só aumenta. Agora já foram contabilizadas 50 vítimas fatais - o maior número de mortos por um atentado nos Estados Unidos desde 11 de setembro de 2001, no ataque às torres gêmeas, em Nova York.

Mais 53 pessoas estão internadas, passando por cirurgias. Uma fila gigantesca foi vista na entrada de bancos de sangue como a OneBlood. São pessoas que querem ajudar os feridos. Por conta do alto interesse de doadores, a instituição chegou a pedir que os interessados agendem visita durante a semana.

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"Eu estive aqui durante 13 anos e nunca vi uma resposta como essa", disse Pat Michels, um porta-voz da OneBlood.

Circula na imprensa americana que o atirador foi identificado como sendo Omar Saddiqui Mateen, 29 anos, residente no estado da Flórida. A Polícia, no entanto, não confirma a informação para não atrapalhar as investigações.

Os editores da Blasting News vêm mostrando, desde cedo, que o FBI inicialmente levantou a hipótese de ato de #Terrorismo e não de #Homofobia. Monitoramento feito pelo portal SITE, que investiga atos extremistas, divulgou que jihadistas ligados ao Estado Islâmico comemoraram o ataque como sendo "o melhor presente de Ramadã", e seguiram dizendo: "Que Alá possa aceitar esse herói que fez isso a inspirar outros a fazerem o mesmo". Apesar da comemoração, eles até o momento não se responsabilizaram pelo massacre.

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Segundo a rede de TV CNN, a família do atirador é do Afeganistão e ele havia tido treinamento para manipular armas. Apesar de vários indícios, as investigações ainda não confirmam ligações do atirador com grupos extremistas internacionais. O pai do suposto atirador, Mir Sediqque, afirmou, em entrevista à rede NBC News, que seu filho vinha tendo inclinações homofóbicas. "A religião não tem nada a ver com isso. Ele viu dois homens se beijando em Miami há alguns meses e ficou muito irritado. Estamos chocados como o resto dos EUA [...] Nós queremos pedir desculpas por esse incidente. Nós não imaginamos que ele faria isso", lamentou.

O presidente americano Barack Obama determinou que toda a assistência federal necessária seja prestada para ajudar no trabalho da Polícia de Orlando. Ele fez um pronunciamento para toda a nação americana agora há pouco. "Qualquer ataque contra qualquer americano, não obstante a fé, orientação sexual, é um ataque contra todos nós".

Pessoas de bem de todo o mundo estão chocadas e mobilizadas diante do atentado. Na rede social Twitter, por exemplo, as hashtags #PrayForOrlando (Orações Para Orlando) e #LoveIsLove (Amor é Amor) estão no topo dos assuntos mais comentados do planeta desde a manhã de hoje. Já são mais de 3 milhões de tweets. #Violência