Os partidos da oposição ficarão sabendo hoje se os órgãos eleitorais do país acataram ou não um abaixo assinado, contendo mais de 2 milhões de assinaturas a favor da saída de Nicolás Maduro do poder. Uma reunião entres os líderes da oposição e membros do Conselho Eleitoral deverá decidir hoje o futuro do presidente venezuelano. De acordo com canal de notícias BBC News, o país está perto de enfrentar uma revolução social. Nas ruas, milhares de pessoas se unem em protestos contra o atual governo. No Congresso, os políticos de oposição se articulam para forçar Maduro a renunciar o cargo e prometem convocar a população para grandes manifestações, se a decisão do referendo for adiada.

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A pressão do povo venezuelano nas ruas chegou a níveis imprevisíveis. Somente a votação do referendo poderá fazer com o clima tenso se amenize. Os políticos da oposição acreditam que o processo de afastamento do presidente venezuelano se concretize somente em janeiro de 2017. Até lá, terão tempo suficiente para organizar novas eleições no país.

Após serem acusados pela oposição de estarem atrasando o processo de votação em favor ao presidente, hoje será considerado o dia ''D'' para que os juízes eleitorais decidam se a petição será aceita ou não. Na Venezuela, quem vota a favor do afastamento do presidente é o povo e não os políticos, sendo assim, as autoridades eleitorais deverão validar as assinaturas. Mas, para que o referendo seja instaurado, mais de 4 milhões de eleitores terão que votar se são a favor ou contra o referendo.

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Para que o presidente seja afastado do cargo, serão necessários mais de 7 milhões de votos pedindo sua saída.

As pesquisas mostram que, cada vez mais, a população venezuelana quer o afastamento do presidente. Em resposta, os políticos da situação acusam a oposição de colocar, nas assinaturas, mais de 20 mil nomes de pessoas já falecidas. Em nota, o Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA) apela para o diálogo na Venezuela. Luís Almagro, secretário-geral da (OEA), teria solicitado a ativação de uma Carta Democrática Interamericana, caso o governo venezuelano não siga, à risca, o regulamento, o país poderá ser afastado da (OEA). #Entretenimento #Curiosidades #Dentro da política