Foi aprovado na comissão da OEA, por consenso de todos os seus membros, um documento inicial de requerimento para que se inicie um diálogo com o país latino americano. O texto expressa a necessidade de diálogo e o estrito apoio aos procedimentos constitucionais, sem menção à oposição do governo do presidente Maduro que, através de um referendo popular, pede a saída dele do poder.

Segundo a chanceler da Venezuela Delcy Rodriguez, foi uma vitória que o país obteve junto a OEA em apoiar o diálogo, a Constituição e a paz na convocação do Conselho Permanente. Ela também disse que vitória será alcançada com o reconhecimento do governo constitucional do presidente Maduro e do sistema de promoção democrática dos Direitos Humanos.

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Nicolás Maduro tomou outra posição a respeito, convocando seus apoiadores para encarar a "intervenção imperialista" que, segundo ele, ameaça a soberania de seu país. Maduro também afirmou que a Venezuela não será dominada por império nenhum, nem pela OEA, e ainda terminou insultando o Secretário-Geral da OEA, Luís Almagro, chamando-o de lixo.

Histórico

O Secretário-Geral Almagro realizou, na terça feira (31/05), uma reunião emergencial do comitê da OEA para discutir a situação política venezuelana, que passa por momentos bastante turbulentos. Na oportunidade, foi discutida a aplicação da Carta Democrática, instrumento que permite sanção de suspensão contra Estados-membros da OEA que violaram a democracia.

De acordo com o Secretário-Geral, a Venezuela atualmente está passando por uma crise profunda, que há muito tempo deixou de ser só política, e hoje já causou até mesmo problemas humanitários que foram agravados por uma série de violações à Constituição feitas pelo presidente Maduro, que atualmente governa com "super poderes" conferidos pelo poder Legislativo.

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Em seu relatório, o Secretário Almagro citou inúmeras violações e abusos praticados pelo governo venezuelano, que rachou o equilíbrio entre os três poderes de Estado, prejudicando o funcionamento adequado do poder Judiciário e causando graves violações aos direitos humanos.

O Secretário-Geral concluiu declarando que falta capacidade moral por parte do presidente Nicolás Maduro para dar uma resposta acerca da grave #Crise que o país vem passando, que compromete gravemente a capacidade da população de usufruir os direitos sociais. #Justiça #EUA