Considerado o “Caso Roswell” do Reino Unido, em alusão ao acidente envolvendo um OVNI no Novo México, EUA, em 1947, o Caso Rendlesham tem sido descrito como um dos avistamentos de OVNIs mais impressionantes do mundo, por ter envolvido uma base militar e oficiais como testemunhas.

Em 2015, o Caso Rendlesham ganhou notoriedade quando o Ministério Britânico de Defesa (mais conhecido como MoD) admitiu que 18 arquivos relacionados ao evento estavam em seu poder, e que estes documentos já haviam sido retidos de um ato de desclassificação que ocorreu em 2013.

Naquele ano, o governo britânico afirmou que havia tornado público todos os seus arquivos ultrassecretos envolvendo OVNIs, mas por causa de uma petição elaborada através do Ato de Liberdade de Informação (que permite ao público o direito ao acesso de informações mantidas em sigilo pelas autoridades), a existência dos documentos restantes foi revelada.

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Caso impressionante

O Caso Rendlesham aconteceu na madrugada do dia 26 de dezembro de 1980 e envolveu três oficiais americanos da base aérea Bentwaters, localizada em solo britânico. Os militares John Burroughs, Bud Steffens e James Penniston avistaram, em meio à floresta de Rendlesham (vizinha à base americana), um OVNI de formato triangular pousado no chão.

Os oficiais chegaram tão perto do objeto que puderam sentir uma espécie de eletricidade estática no ar, e visualizaram estranhas marcações na fuselagem da nave, parecidas com hieróglifos. Penniston chegou a afirmar que teria tocado no OVNI, que, depois de permanecer um tempo no solo, decolou e desapareceu.

No dia seguinte, o coronel Charles Halt, vice comandante da base, reuniu uma equipe para investigar o local do pouso, encontrando danos nas copas das árvores por onde o objeto teria entrado na floresta, além de buracos no chão, correspondentes às marcas deixadas pelo trem de pouso do OVNI.

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A equipe também teria registrado níveis de radiação acima do normal na área de aterrissagem.

Liberação dos arquivos

Para seguir os trâmites legais, o Ministério da Defesa deve enviar os documentos ao Arquivo Nacional britânico, que cuida da publicação dos papéis.

Andreas Muller, editor do site alemão Grenzwissenschaft-Aktuell, que trata de assuntos relacionados à OVNIs e paranormalidade, indagou ao órgão oficial a respeito da desclassificação dos arquivos, e um porta-voz do Departamento de Gestão de Informação do Arquivo Nacional lhe respondeu que a equipe responsável pela transferência está finalizando a listagem dos documentos para fins de registro.

O porta-voz informou ainda que alguns dos arquivos precisam ter seu status de “acesso aprovado” pelo Conselho Consultivo que cuida dos registros públicos, o que acontecerá em uma reunião no mês julho. Assim, a previsão é que os documentos sejam liberados para o público em agosto.

Assista a uma reconstituição do Caso Rendlesham:

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