O caso da pequena Ellie Butler está sendo considerado na Inglaterra como um dos piores casos de violência doméstica da história. A menina, de apenas seis anos, foi espancada até a morte pelo próprio pai. Ben Butler, de 36 anos, foi condenado a pena de prisão perpétua, e terá que cumprir um mínimo de 23 anos na cadeia, segundo ordem do tribunal inglês nessa terça-feira (21). A mãe da menina também foi condenada por ajudar Ben.

Ellie foi encontrada morta em outubro de 2013. Inicialmente, os pais tentaram criar uma tese de acidente. Contactaram a emergência, falando que a menina estaria pulando na cama quando caiu e bateu com a cabeça no chão.

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Quando fizeram esse contato, a menina já estava morta há mais de duas horas. No hospital e na autópsia, os resultados seriam inequívocos, provando que Ellie teria sofrido várias pancadas fortes na cabeça, com tamanha #Violência que parecia ter tido um acidente de carro. No tribunal, ficou provado que foi o pai, Ben, a provocar as lesões na menina em um "ataque de raiva". 

Juntamente com a companheira, Jennie Gray, Ben tentou provar que tudo não teria passado de um acidente, mas acabou sendo desmascarado. Para o juiz que acompanhou todo o processo, em mais de dois meses de julgamento, o condenado mostrou estar muito longe de ser "um bom pai". O juiz Wilkie considerou ainda que, além de matar a menina de forma tão violenta, Ben teve ainda o agravante de deixá-la morrendo no chão, demorando mais de duas horas até chamar a ambulância.

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Depois, ainda tentou encobrir o assassinato.

A sentença saiu nesta terça-feira, e a pena é de prisão perpétua, o que Ben Butler considera errado, uma vez que ele sempre disse ser inocente e promete continuar a lutar para provar que está sendo injustiçado. A mãe, Gray, vai pegar três anos e meio na cadeia por ter tentado ajudar o companheiro a encobrir o vil assassinato. 

Esta não será, no entanto, a primeira vez de Butler na cadeia. O homem esteve preso durante oito meses, em 2009, por bater em Ellie. A menina tinha apenas três meses quando foi levada para o hospital com lesões cerebrais. A criança se recuperou, mas, em julho de 2007, foi retirada dos pais. Por decisão do tribunal, a menina regressou para casa dos pais em novembro de 2012, mas vigiada pelo serviço social. O acompanhamento terminaria em março de 2013, e a vida de Ellie terminou em outubro do mesmo ano.  #Justiça #Europa