Um caso chocante chegou ao fim nos tribunais esta semana, na Inglaterra. Por unanimidade, Ben Butler foi condenado a no mínimo, 23 anos de prisão pela morte da própria filha de seis anos, Ellie Butler. A esposa de Ben e mãe da menina, Jennie Gray, foi considerada cúmplice e condenada a 42 meses de prisão.

A jovem garota foi morta dentro de casa em outubro de 2013, menos de um ano após ser devolvida aos pais, que haviam perdido a guarda legal da menina sob acusações de violência doméstica.

De acordo com os avós maternos de Ellie, cuja guarda foi dada no período, a decisão da juíza do caso de devolver a menina aos pais seria uma decisão altamente perigosa para a criança, e disseram na época que “ela (juíza) vai ter sangue nas mãos se fizer isso”.

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O casal de avós de Ellie gastou praticamente todo o dinheiro que possuía, cerca de R$ 350 mil, na batalha judicial, inutilmente.

Surto tira a vida da criança

De acordo com a justiça inglesa, a menina foi encontrada morta em sua casa com ferimentos na cabeça e no corpo, similares aos de uma pessoa que sofre um acidente de carro a alta velocidade.

A acusação diz que Ben teve um surto de raiva e aplicou golpes na cabeça da menina até que ela estivesse morta. Após isso, ligou para sua mulher, que estava no trabalho, e ao chegar em casa, tentaram, juntos, acobertar a cena do #Crime e fazer com que tudo parecesse um acidente.

Segundo o juiz que analisou o caso, Alan Wilkie, a mulher foi “inocente e boba” por se aliciar ao marido no crime. Ainda segundo o juiz, ela era verbal e fisicamente agredida por Ben e possuía uma alta dependência do marido, fato que a levou a participar da ocultação do crime.

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Para Ben Butler, o juiz disse que ele era “um homem egoísta, violento e dominador”, e que via sua filha e mulher como troféus, devendo sempre obedecer a ele.

Para os avós de Ellie, houve grande falha no sistema de justiça inglês, já que a juíza que devolveu a menina aos pais determinou que assistentes sociais não poderiam mais supervisionar a menina, além de dizer que as acusações contra Ben Butler eram “um erro”. #Europa