Embora as agências espaciais se esforcem para encontrar vida – inteligente ou não - em planetas fora do sistema solar (exoplanetas), ao que tudo indica, o primeiro a detectar um hipotético lugar habitado por criaturas extraterrestres será um robô, mais precisamente um software com avançado sistema de inteligência artificial (IA), chamado Robert.

Conforme noticiado no periódico britânico Daily Mail, nesta quarta-feira (29), ele foi projetado para avaliar detecções de luzes emanadas de sistemas planetários distantes, além de recuperar a informação espectral sobre os gases presentes na atmosfera dos exoplanetas.

De acordo com o cientista Ingo Waldmann, da Universidade de Califórnia, em Berkley (UCL), líder da equipe que desenvolveu Robert, o programa analisará as luzes emitidas pelos astros, pois diferentes tipos de moléculas absorvem e emitem luzes em comprimentos de ondas específicos.

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Segundo ele, o software é capaz de analisar as diferentes moléculas ou gases do brilho emanado por um planeta em outro sistema solar. “Podemos levar a luz que foi filtrada através da atmosfera de um exoplaneta, ou refletida por sua nuvem, dividi-la como um arco-íris e, em seguida, escolher a ‘impressão digital’ de recursos associados às diferentes moléculas ou gases”, explicou.

Waldmann salientou que Robert foi gerado para pensar como um ser humano. Para ele, o cérebro tem facilidade em encontrar padrões em espectros e identificá-los. No entanto, o que levaria dias ou semanas para ser percebido por uma pessoa, levará apenas alguns segundos para ser notado pela máquina.

‘Cérebro eletrônico’

O cientista informou que a inteligência artificial foi composta por três camadas de processadores da unidade, equivalentes aos neurônios.

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Segundo ele, as informações são inicialmente introduzidas na primeira camada, com 500 ‘neurônios’, que filtra os dados e os transfere à segunda camada, com 200 ‘neurônios’, que filtra ainda mais a seleção anterior e transfere para a última camada, responsável por identificar os gases com maior probabilidade de existirem nos exoplanetas analisados.

Waldmann comentou que nas simulações laboratoriais, Robert obteve 99,7% de precisão. A equipe não informou quando a inteligência artificial iniciará oficialmente as observações dos exoplanetas.

Se houver seres vivos em algum planeta além da Terra, níveis de metano, carbono,  enxofre, entre outros componentes necessários à vida, serão detectados pela inteligência artificial. #Inovação #Mídia #Curiosidades