O cenário das relações internacionais entre os países vem se alterando muito rapidamente, na medida em que a sociedade tem de tratar, por exemplo, de assuntos como a maior migração humana desde o final da 2.ª Guerra Mundial, terrorismo, conflitos regionais ou que envolvem diversos outros países, retorno da suposta "guerra fria" entre as super potências, enfim, são muitos os problemas para serem resolvidos entre os governantes mundiais. 

Muito provavelmente algumas dessas situações reais, influenciaram o presidente da Rússia, Vladimir Putin, a ordenar um pente fino rigoroso no que diz respeito à prontidão imediata do poder operacional e de ações rápidas de todas as Forças Armadas Russas e do inteiro conjunto bélico de seus arsenais - pelo menos é essa a afirmação veiculada por nada mais nada menos do que Serguei Shoigu, atual Ministro de Defesa russo e homem da confiança de Putin. 

Shoigu reforçou o pronunciamento ao esclarecer publicamente que a partir do dia 14 de junho, no horário das 7h de Moscou, por ordens diretas do nomeado comandante supremo das Forças Armadas russas, Vladimir Putin, o exército daquele país teria que ser “pressionado” em relação à disponibilidade praticamente automática, no que tange a mobilizar-se frente à qualquer perigo iminente que ameaçasse a Rússia e seus aliados. 

Tanto é assim, que o sobreaviso da inspeção surpresa, analisará itens do contexto militar como um todo, tais como: equipamentos bélicos, arsenais russos diversos, armamentos de uso comum nas forças armadas e o próprio comando militar. 

O Ministro de Defesa da Rússia se deteve mais em alguns pontos considerados prioritários no caso de uma resposta imediata aos inimigos do Kremlin, destacando-se que a combatividade do poder armado russo nos 3 anos que se passaram, teve um crescimento na ordem de 32%.

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Em outras palavras, o Ministro Serguei destacou que a atenção estará voltada à mobilização das forças armadas e à disponibilidade das chamadas unidades de reserva, bem como dos armamentos de combate da Rússia. 

Os especialistas militares se deterão na logística de movimentação, coordenação e comunicação entre as diferentes tropas das forças armadas e também na forma  como o exército interagirá com as autoridades locais e com os centros de alistamento militar, sejam eles fixos ou comandos móveis de inteligência. 

Com o fim catastrófico da ex-URSS – União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, esse tipo de inspeção do poder de resposta do exército sem nenhum aviso agendado, deixou de existir, mas com a ascensão de Shoigu em 2012, houve a retomada da estratégia por parte dos militares e líderes do país. 

Em fevereiro de 2016 havia sido feita a última inspeção nas zonas militares do sul do país e região central da Rússia.

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A nova inspeção, iniciada no dia 14, se estenderá até a data de 22 de junho, sob a justificativa de que a Rússia esteja apta a responder a qualquer crise em potencial. Os especialistas entendem que a percepção dos russos para perigos são a OTAN, Estados Unidos e Daesh ou #Estado Islâmico. #Coalizão russa #Coalizão americana