A saída do Reino Unido da União Europeia (UE), na última quinta-feira (23), surpreendeu líderes europeus e de todo o mundo. Quem também pode ser surpreendido é o fã da série #Game of Thrones, da HBO, que pode ser afetada com o resultado do referendo. Além do seriado, outras produções audiovisuais correm risco de serem comprometidas, segundo a revista americana “Foreign Policy”.

Ocorre que, com a saída do Reino Unido, ele levaria junto a Irlanda do Norte, uma das mais usadas locações da adaptação para TV – local onde, inclusive, foi filmada a Batalha dos Bastardos, nono episódio da sexta temporada. Com isso, parte da verba utilizada pela HBO para cobrir os gastos da produção, advinda do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, seria perdida.

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A revista conversou com o especialista Peter Chase, integrante do German Marshall Fund of the United States, que confirmou o risco. “Se o Reino Unido não for mais parte da UE, há a possibilidade de esse dinheiro sumir”, afirmou.

Ainda segundo a revista, filmes e programas de TV britânicos receberam o equivalente a US$ 32 milhões de fundos europeus nos últimos sete anos, incluindo produções como os indicados ao Oscar "Carol", "Brooklyn" e "Amy". 

Segundo outra importante revista norte-americana, a Entertainment Weeekly, Game Of Thrones chega a orçamentos de US$10 milhões, por episódio, usando este tipo de apoio. A Irlanda do Norte, por sua vez, também lucra desenvolvendo sua indústria criativa: nas três primeiras temporadas o impacto direto foi de £ 65 milhões e 800 pessoas envolvidas na produção.

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Responsável pela veiculação da trama, a HBO ainda não se manifestou. Sabe-se que outros locais da #União Europeia já foram usados como locação para série, tais como Espanha, Croácia e Malta.

CLASSE ARTÍSTICA É CONTRA A SAÍDA

Daniel Portman, que interpreta Podrick Payne, e Kate Dickie, que deu vida à Lysa Arryn manifestaram-se contra a chama “Brexit”. Recentemente, John Kampfner, presidente da Federação de Indústrias Criativas, disse que 96% de seus membros são contra a saída do Reino Unido da EU.

Em carta assinada, entre outros, por Jude Law e Keira Knightley, a classe artística se posiciou contra a possível decisão (a carta é datada em 19/05). “Muitos de nós trabalhamos em projetos que nunca teriam acontecido sem financiamento da UE ou colaboração através de fronteiras. A Grã-Bretanha não é apenas mais forte na UE, ela é também mais imaginativa e criativa”, diz a carta. #Entretenimento