Talvez você não saiba, mas nesta segunda-feira (20), um disco importante do rock mundial comemorou seu vigésimo sétimo inverno. Com swing, doses consideráveis de peso, um vocal poderoso que mescla melodia e intensidade, bateria “cavalar” e toques eletrônicos e pops, com adição de teclados, o Faith No More brindava o mundo com talvez seu disco mais icônico: “The Real Thing”.

Culpa do Brasil

Sobretudo no Brasil, o álbum passava desapercebido do grande público. Lançado no dia 20 de junho de 1989 , pela gravadora Slash Records, o disco só foi notado, assim como o próprio Faith No More, após um show apoteótico no #Rock in Rio 2, no ano de 1991.

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Numa noite em que a grande atração no cast eram os “glamorosos” do hard-rock, Guns and Roses, e o ex-punk Billy Idol, o Faith No More roubou a cena e foi catapultado em nível universal, gerando como consequência uma procura absurda pelo disco em questão.

Primeiro disco com Mike Patton

O álbum que marcou a estreia de Mike Patton, que a exemplo de Chino Moreno do Deftones é apontado como um dos mais competentes e criativos vocalistas do rock/metal mundial, conferiu ao Faith No More status de “rock stars”, mesmo que essa fama não fosse tão importante para a banda, que lançou com o vocalista anterior, Chuck Mosley, dois discos: We Care a Lot (1985) e Introduce Yourself (1987).

O hit Epic

Tendo como carro chefe a canção Epic, o álbum tocou de forma frenética nas rádios rock e pop de todo o mundo.

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No Brasil, uma das #Curiosidades era que muitos dos novos fãs da banda preferiam a versão em fita k7, pois nesta versão haviam duas músicas bônus: "Edge Of The World" e "War Pigs", do Black Sabbath. As duas canções saíram depois também no disco ao vivo denominado “Live at The Brixton Academy”, que também trazia sobras de estúdio com mais dois sons: "The Cowboy Song" e "The Grade".

Os vídeos e a MTV

Numa época onde a vitrine mundial eram os grandes festivais como o próprio Rock In Rio e a MTV, o Faith No More soube aproveitar também do carisma de um vocalista ímpar, além de apostar e acertar em cheio na linguagem dos vídeos clipes, como em "From Out Of Nowhere", "Epic" e "Falling To Pieces"

Há muito o que comemorar quando falamos deste disco. Além de muitos críticos musicais atribuírem a ele a invenção de um estilo, o "funk o’metal", ou ao menos algo que pudesse batizar a estética musical de bandas que já flertavam com esta pegada tribal, com heavy metal, rap e funk, como Red Hot Chili Peppers, e até mesmo no Brasil com o underground G.U.E.T.O, o disco marcou a história do rock pesado mundial e influencia uma extensa leva de bandas mundo afora.

Ouça o álbum abaixo: 

#Música