A Organização Mundial da Saúde (OMS) realizou um estudo com o objetivo de alertar a população mundial sobre o fenômeno da #Violência contra a mulher como um problema de saúde pública. O estudo foi realizado entre 2011 e 2015, e utilizou como base informações colhidas em 133 países.

De acordo com o informações emitidas pelas Nações Unidas, os governos precisam agir rapidamente. Para tanto, o órgão aprovou um plano com a intenção de combater a violência contra a mulher até 2030. O estudo ainda afirma que mulheres violentadas tendem a procurar mais a saúde básica do que as que não sofrem violência, no entanto, essas unidades não possuem recursos para identificar a violência e oferecer apoio às vítimas.

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A violência faz parte do cotidiano 

Para os pesquisadores da OMS, a violência é algo que faz parte do cotidiano, afirmam ser algo muito mais comum do que possamos imaginar. Afirmam também que os casos de violência não são algo recente em nossa sociedade, apenas a coleta de dados sobre o tema que é recente, mas ainda assim, em muitos países não existe nenhum sistema que identifique a causa de mortes nem o grau de violência sofrido pelas mulheres.

O estudo constatou que 7% das mulheres foram vítimas de violência sexual por parte de desconhecidos, e 50% se envolveram em disputa física com parceiros.

Marcas para a vida

A Professora do Departamento de Saúde Materno-Infantil da USP, Carmen Simone Grilo Diniz, afirma que o abuso sexual sofrido na infância e adolescência pode deixar sequelas físicas e emocionais, que irão durar por toda a vida.

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Afirma ainda, que tais experiências podem causar depressão, estresse pós-traumático, comportamentos autoagressivos e o risco de doenças sexualmente transmissíveis. 

O perigo mora ao lado

Segundo a advogada Marina Ganzarolli, cofundadora da Rede Feminista de Juristas, a grande maioria das violências cometidas contra mulheres são por parte de companheiros ou pessoas próximas. Em se tratando de crianças e adolescentes isso é ainda mais comum, os abusadores geralmente são tios, amigos e até mesmo o pai.  #Crime #ONU